Funchal: Juventude Hospitaleira realizou campo de férias

O campo de férias hospitaleiro decorreu entre os dias 23 a 28 de agosto na Casa de Saúde Câmara Pestana

Como já vem sendo habitual durante o Verão o Movimento da Juventude Hospitaleira orientado pelas Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus e pelos Irmãos de S. João de Deus proporciona aos Jovens esta atividade nos seus Centros Hospitaleiros. Este ano decorreu de 23 a 28 de agosto 2021 na Casa de Saúde Câmara Pestana – Irmãs Hospitaleiras, Funchal, tendo por base especialmente o lema das JMJ 2023 «Maria levantou-se e partiu apressadamente» (Lc 1, 39) de forma a preparar os jovens para este grande acontecimento mundial.

Assim aqui ficam alguns ecos desta experiência… 

“Depois de fazer uma experiência hospitaleira há dois anos aqui na Casa de Saúde de Câmara Pestana aceitei, pela segunda vez, o desafio de cá voltar e estar em contacto com as pessoas assistidas, desta vez para tentar trazer alguma alegria e esperança a estas utentes em tempos de pandemia. Esta segunda experiência levou-me a conhecer muito mais a fundo todo o trabalho desenvolvido nesta casa: conheci de perto vários projetos e atividades desenvolvidos tanto por profissionais da área da psicologia, terapia ocupacional e assistência social, entre vários outros, que dão vida a esta casa, trazem alegria às utentes, ajudam a desfazer estigmas e preconceitos e ajudam na reintegração das pessoas aqui assistidas na sociedade. Conhecer de dentro todo o trabalhado que aqui é realizado para proporcionar mais qualidade de vida a estas pessoas é foi muito inspirador, conhecer estes profissionais que dão muito de si a esta casa todos os dias e abrem o seu coração para ajudar cada vez mais e melhor estas pessoas.

A alegria com que somos recebidos e as formas com que as utentes nos demonstram o seu agradecimento e felicidade pela nossa presença e disponibilidade para estar com elas e as conhecer é de encher o coração e é impossível ficar indiferente e não ficar com o bichinho para voltar cá e continuar a retribuir toda a abundância e sorte que nos foi dada na vida em forma de hospitalidade, a estas pessoas que tanto precisam e valorizam a nossa presença.

Sem dúvida que esta é uma experiência que todos devíamos viver pelo menos uma vez, para ao sermos confrontados com a realidade cá dentro da casa, irmos deixando os preconceitos que temos sobre o que é uma casa de saúde e o que lá acontece, e sobre a pessoa com doença mental, e levar o nosso testemunho para o exterior ajudando a combater o estigma falacioso que há à volta desta temática.

Agradeço de coração às irmãs por me acolherem em sua casa e a todos os colaboradores, enfermeiros, médicos, terapeutas, assistentes sociais, entre outros, que me deram a conhecer todo o trabalho que desenvolvem com tanto amor na casa, e às pessoas assistidas por me ensinarem mais todos os dias, e por aceitarem estar e partilhar de si comigo.”

Matilde Silva, JH