A verdade da “lenda negra” da Inquisição

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A lenda negra tecida por alguns historiadores e projetada no cinema, na literatura e na pintura, considerando a Inquisição espanhola uma verdadeira máquina de torturar e de matar foi mais uma forma de denegrir a Igreja Católica, nomeadamente em Espanha, país considerado um forte rival para a Inglaterra e a Holanda.  

Rodney Stark reputado sociólogo e historiador, desmente esta lenda no seu livro “Falso Testemunho”, onde apresenta com exatidão todos os resultados das pesquisas que fez sobre este tema.

Tortura, morte e perseguição existiram mas numa proporção muito menor do que a vulgarmente divulgada. Todos os tribunais da Europa usavam estes métodos e os da Inquisição eram muito mais leves na medida em que a legislação eclesiástica assim o impunha.

Também as prisões da Inquisição eram as mais confortáveis e humanas da Europa. Conta-se que muitos criminosos decidiam blasfemar para serem mudados para as prisões da Inquisição.

Por sua vez a “caça às bruxas” ou feitiçaria foi muito reduzida, embora o cinema tenha explorado alguns dos casos de forma hollywoodesca.

Quanto à queima de livros não consta que tenha recaído sobre obras de caracter científico, tão pouco as obras de Galileu constaram na lista dos livros espanhóis proibidos. Os livros queimados continham heresias ou doutrinas luteranas, sendo que a maioria pertenciam ao mercado clandestino e de literatura obscena ou pornográfica.

Acresce ainda referir que o autor deste livro é um profundo conhecedor do tema em questão e não tem qualquer afinidade com a igreja católica, só a Verdade dos fatos lhe interessa para o seu trabalho de investigador e professor.

Michele Bonheur – Tradutora