Famílias ameaçadas e em perigo

D.R.

Há algumas décadas que a Família tem vindo a ser atacada numa verdadeira guerra ideológica. A ruptura das relações fundamentais e afectivas na vida das pessoas, através da separação, do divórcio ou das imposições distorcidas do conceito de família, como a convivência e as uniões do mesmo sexo, são uma ferida profunda que fecha o coração ao verdadeiro amor, iludindo com uma falsa liberdade e conduzindo à solidão, ao desespero e à fragmentação do próprio ser.

Todavia hoje o maior ataque antropológico à família é a ideologia de género, estratégia “demoníaca” e um “impulso mortal” que ataca e ameaça o futuro dos nossos filhos e netos, defendendo que as crianças não necessitam de mães nem de pais, negando a natureza humana e expulsando Deus do mundo.

Esta alienante ideia de ter orgulho em ser gay, é um absurdo e revela uma fragilidade e imaturidade enorme, de tal forma que a apresentam como orgulho, com muito alarido e colorido, quando o orgulho está em nós, no que somos e fazemos e não se torna no centro da nossa expressão social.

As Nações Unidas  têm vindo a impor o culto da ideologia de género ao Ocidente e também aos países africanos em troca de ajudas financeiras ao seu desenvolvimento.  

“Toda a moralidade, todos os valores foram relativizados. Aos jovens foram retirados pontos de referência. Porém, não é atacando a família que se protege a sociedade, mas o contrário.

Recentemente a Hungria, para procurar conter a implementação desta ideologia, legislou  no sentido de não permitir a divulgação da temática LGBT e a promoção da homossexualidade a menores de 18 anos, assim como a difusão de conteúdos sobre este tema nas escolas e em filmes. 

Alguns dizem que esta atitude estigmatizará ainda mais a população LGBT. Mas interrogo-me: quem é defensor destes comportamentos não estará a destruir toda uma cultura, que nunca perseguiu os homossexuais desde que, fossem cumpridas as regras de convivência em sociedade, tal como qualquer cidadão, sem alaridos, nem espaventos e muito menos impondo-se em tudo o que é arte, literatura, cinema, novelas, procurando sempre influenciar as pessoas e modificar o processo de desenvolvimento e crescimento das crianças e jovens?

Suzana Maria de Jesus
Orientadora pedagógica