D. Nuno celebrou memória de São José Maria Escrivá e lembrou que o ser humano foi criado para santidade 

D.R.

O bispo do Funchal presidiu no sábado, dia 26 de junho, na Sé a uma Eucaristia em Memória de São José Maria Escrivá, sacerdote católico que fundou a Opus Dei em 1928 e que realizou inúmeras obras em nome da Igreja Católica.

Uma oportunidade para D. Nuno Brás refletir sobre a santidade algo que, frisou, é natural do ser humano. “A santidade de Deus está presente em toda a realidade criada e de uma forma muito particular no ser humano, ou seja, podemos e devemos afirmar que o ser humano foi criado para santidade”, frisou.

“O pecado é pecado, precisamente porque estraga a santidade, porque destrói esta harmonia, esta bondade com que Deus tudo criou, nos criou”, explicou, para logo acrescentar que “quando olhamos para aquilo que é a obra de redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo, aquilo que estamos a considerar é, antes de mais nada, este trabalho de restauro, este trabalho de recolocar tudo nesta santidade original com que Deus tudo criou”.

Claro que depois Jesus vai mais longe, “dando-nos a possibilidade de viver no Espírito, de viver no seio da Santíssima Trindade”.  É por isso que devemos “reconhecer que a procura da Santidade não é nada que vem de fora, não é nada de estranho ao ser humano, deve antes ser natural esta procura da santidade sempre, a cada momento da nossa existência”.

E por isto, frisou D. Nuno Brás, “só podemos estar agradecidos a Deus por ter suscitado na Igreja São José Maria, porque verdadeiramente a sua obra foi esta de recordar a toda a Igreja do século passado que a vocação à santidade é universal e é uma vocação de todos, que ela não é estranha ao ser humano, mas está inserida na própria natureza humana que o pecado estragou, tornou mais escura, mas não fez desaparecer”.

São José Maria, apelidado pelo Papa São João Paulo II de santo do quotidiano, que “nos recordou precisamente que no próprio trabalho aquilo que fazemos não é mais do que viver a santidade, aquela santidade a que Deus nos chama desde sempre”. E trabalhando “aquilo que estamos a fazer é desenvolver a santidade, é desenvolver esta vontade que Deus colocou no início da criação e que, por isso mesmo, todos os artefactos, as técnicas, as invenções humanas encontram aqui, nesta bondade inicial, a sua própria bondade”.

“Agradeçamos ao Senhor por ter suscitado na Igreja a pessoa, o carisma, a obra de São José Maria”, pediu o prelado que desejou ainda que possamos “continuar a progredir, cada um e todos como sociedade, neste caminho da Santidade a que Deus nos chama e que São José Maria tão bem mostrou”.