Cardeal Tolentino Mendonça distinguido com o Prémio Universidade de Coimbra

Reitor destaca que júri nomeou «por unanimidade» uma «pessoa da cultura, com uma visão social, inclusiva da humanidade»

D.R.

O cardeal D. José Tolentino Mendonça é o vencedor do Prémio Universidade de Coimbra (UC) que vai ser entregue a 1 de março, na sessão solene comemorativa do 731.º aniversário da instituição, anunciou ontem o seu reitor, Amílcar Falcão,

“Trata-se de uma figura ímpar, uma pessoa da cultura, com uma visão social, com uma visão inclusiva da humanidade, do mundo, das pessoas, da sociedade, que tocou muito diretamente ao júri, que o nomeou por unanimidade”, refere uma nota enviada hoje à Agência ECCLESIA pela Universidade de Coimbra.

O reitor da UC acrescentou que o cardeal português se destacou dos outros candidatos ao prémio pela “figura inquestionável que é no plano nacional e internacional”.

Amílcar Falcão explica que o Prémio UC mantém o valor de 25 mil euros mas este ano, pela primeira vez, vai ser dividido em duas partes, “10 mil euros para o vencedor e 15 mil euros para uma bolsa de investigação” numa área que vai ser escolhida por D. José Tolentino Mendonça, biblista e arquivista da Santa Sé.

“Acreditamos que será, certamente, de uma área de inclusividade, de resposta às necessidades da sociedade num ano tão difícil como o que estamos a viver e em que a Humanidade, que é o tema da XXIII Semana Cultural da Universidade de Coimbra, fica muito bem representada com um premiado desta qualidade”, desenvolveu o reitor da Universidade de Coimbra, numa intervenção em vídeo.

A UC lembra que o cardeal português foi o presidente da Comissão das Comemorações do Dia de Portugal, em 2020, com uma “marcante intervenção” sobre como a pandemia de Covid-19 “obriga, como comunidade, a refletir sobre a situação dos idosos”.

D. José Tolentino Mendonça foi criado cardeal pelo Papa Francisco em outubro de 2019; biblista, investigador, poeta e ensaísta, o cardeal português nasceu em Machico (Região Autónoma da Madeira) em 1965, tendo sido ordenado padre em 1990 e bispo a 28 de julho de 2018; foi reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica em Portugal.

O cardeal português é comendador da Ordem do Infante D. Henrique, título que lhe foi atribuído em 2001 pelo ex-presidente da República Jorge Sampaio, e da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, atribuída por Aníbal Cavaco Silva, antigo chefe de Estado.

O Prémio UC que distingue anualmente uma personalidade de nacionalidade portuguesa que se tenha afirmado por uma “intervenção particularmente relevante e inovadora nas áreas da cultura ou da ciência”, foi instituído em 2004, e atualmente conta com o patrocínio do Santander Universidades e o apoio do Global Media Group.

CB/OC