As buscas de 2020

D.R.

A ninguém admira que, no ano passado, as procuras na internet tenham sido dominadas por duas palavras: “máscara” e “covid”. Relegaram mesmo a palavra “tempo” para lugares secundários, ela que, habitualmente, era a “rainha” das buscas nos anos anteriores.

Mas, há dias, uma notícia no jornal “Observador” dava conta de um outro conjunto de palavras que dominaram a procura dos frequentadores da net no ano passado: “Nunca se tinha procurado tanto por Deus, felicidade, empatia”, afirmava o autor do artigo, a partir dos dados fornecidos pelo responsável de um dos mais célebres motores de busca, o Google.

Hoje, vamos à internet à procura de tudo. Das informações mais comezinhas até aos artigos mais científicos, passando pelas receitas culinárias. Do mais baixo e pecador que a natureza humana tem, à realidade mais sublime. A internet é um mundo que nos ultrapassa a todos. É quase um universo paralelo, mas onde tantos, nos nossos dias, vivem mais tempo que naquele mundo onde nascemos e crescemos e onde as pessoas viviam habitualmente.

Podíamos julgar que, sendo uma realidade assim tão nova e diferente, quem por lá andasse teria outras preocupações — que muitos não hesitariam em classificar de “mais modernas”… Mas, afinal, existem procuras que marcam a todos os seres humanos, vivam eles nesse mundo do digital ou naquele outro a que os mais velhos estão mais habituados.

A procura por Deus marca a vida de todo e qualquer ser humano. Por muito que andemos distraídos (ou que queiramos andar distraídos), somos todos, por natureza, “buscadores de Deus”.