Que lugar para os idosos?

D.R.

Ainda não saímos desta pandemia, mas o ano em que vivemos dominados por ela já nos permite identificar algumas fragilidades de que padece a nossa sociedade. Uma delas é a situação dos idosos.

Graças a Deus, os conhecimentos médicos e científicos têm feito com que muitas doenças tenham encontrado cura, e que a esperança de vida ande hoje acima dos 80 anos. Felizmente, encontramos com frequência homens ou mulheres que ultrapassaram a bonita idade dos 100 anos. E há dias foi notícia uma religiosa francesa, com 117 anos, que tinha vencido a infecção do coronavírus.

No entanto, ao lado destas boas notícias, também soubemos daqueles idosos que morreram abandonados, em tantos lares e hospitais, sem a visita de familiares, sem o conforto de um sacerdote. Ou aqueles que permaneceram ao longo de todos estes meses isolados, sem a visita de ninguém.

Mas a questão não é apenas de agora. Coloca-se há já vários anos: que lugar queremos na nossa sociedade para os idosos? Serão eles um fardo ou alguém cuja sabedoria de vida pode constituir um precioso contributo para o nosso viver? Serão eles alguém já ultrapassado, ou podem (e devem) ajudar-nos a fazer aquelas escolhas mais humanas que sempre se colocam diante de nós?

Uma sociedade é tanto mais humana quanto melhor cuida dos mais frágeis, das crianças e dos idosos. Devemos reconhecer que, infelizmente, temos esquecido a situação dos mais velhos!