D. Nuno lembra aos seminaristas que “Cristo é tudo para nós cristãos” 

Foto: Duarte Gomes

Os cinco seminaristas que frequentam o Seminário do Funchal participaram num retiro orientado pelo Pe. Carlos Almada, que terminou na manhã desta segunda-feira, dia 15 de fevereiro, com uma Eucaristia presidida pelo bispo do Funchal.  

Na homilia da celebração, D. Nuno Brás explicou aos jovens que “Cristo é tudo para nós cristãos e para nós padres”, e que tudo o resto “vem por acréscimo.  

É isto, disse, que nos torna cristãos, o “deixarmo-nos encontrar por Jesus”, o deixar que “Ele mude a nossa existência”, ainda que sejam legítimas algumas interrogações que ganham respostas “completamente diferentes depois desse encontro com Jesus”.  

Tudo o que vemos, sentimos, fazemos e vivemos passa a ser à luz desse encontro com Jesus de tal forma que, acrescentou, “não precisamos andar à procura de sinais ou à procura de coisas extraordinárias, porque encontramos Jesus”.  

“Aquilo que eu quero pedir para vocês é que Nosso Senhor venha ao vosso encontro, mude a vossa vida”, disse ainda o bispo aos jovens, a quem pediu para que se “deixem encontrar por Ele, não tenham medo deste encontro, que não vos tira a vida, não vos tira a liberdade, nem vos faz ser outra coisa, mas é o ponto”. 

Sobre o retiro, D. Nuno disse que ele é “a realidade desse encontro com Jesus Cristo” e que tudo o resto “mede-se a partir desta realidade” vivida por estes jovens nestes quatro dias.  

De referir que esta Eucaristia, em que se pediu também ao Senhor por mais vocações, foi concelebrada pelos bispos eméritos do Funchal, D. António e D. Teodoro, pela equipa formadora do Seminário e pelo Pe. Carlos Almada que orientou este retiro que se iniciou na passada sexta-feira.  

Como ser discípulo

Um retiro que, conforme nos explicou o seu orientador, “decorreu em torno do Evangelho de São Marcos, que pretende dar-nos o itinerário de como ser discípulo de Jesus”. 

Neste contexto, explicou o Pe. Carlos Almada, “quis que estes seminaristas também fizessem este percurso desde o sentirem-se chamados até ir com Jesus ao cimo do monte, onde Jesus escolhe 12 que o decidiram seguir”.

Por outras palavras, “quis que eles vivessem as três/quatro fases do discipulado: o deixar-se chamar, o decidir seguir, o escutar e o orar, que é a elevação do que nós somos até Deus para que Deus reze em nós, esta realidade holística da nossa vida que é o corpo, a inteligência, o coração, o saber rezar tudo aquilo que nós estamos a viver, a ver, a ouvir e depois o ir em missão que pressupõe que façamos este caminho prévio”. 

O retiro, conforme acrescentou ainda o Pe. Carlos Almada, “foi um momento de subir e estar no monte com o Senhor, mas também de agradecer o chamamento e as pessoas que os têm acompanhado, a começar pela família, pelos padres, os amigos, as paróquias de pastoral de onde eles vêm e dizer-lhes que, realmente, Jesus Cristo é quem os chama e promete estar com eles”.