Camacha: D. Nuno exortou fiéis a deixarem-se tocar por Deus que nos quer curar da lepra do pecado 

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu este domingo, dia 14 de fevereiro, à Eucaristia dominical na Paróquia da Camacha. Uma visita “quase de surpresa”, como disse no início da celebração o Pe. Óscar Andrade, pároco daquela comunidade, que agradeceu a presença do pastor entre aquela porção do povo de Deus. 

Na homilia, o prelado lembrou à assembleia a “necessidade de nos deixarmos tocar por Deus”, que nos quer “curar da lepra que é o pecado”.  

Refletindo sobre o Evangelho, que narrava precisamente o episódio do leproso que se ajoelhou diante de Jesus pedindo que Este o curasse e que recebeu essa graça depois de Jesus o ter tocado, D. Nuno Brás lembrou que, “neste grande milagre, os cristãos sempre viram aquilo que a nossa vida cristã, precisamente a da lepra do pecado que nos afasta de Deus, nos afasta dos outros, o pecado que nos faz viver voltados só para nós, o pecado que nos destrói”. 

Às portas da Quaresma, o bispo diocesano frisou que este é “um tempo para tomarmos consciência, precisamente, de que somos pecadores, de que precisamos Deus, de que precisamos de ir ter com Jesus, de nos ajoelharmos e dizermos: «Se quiseres, podes curar-me»”.  

Uma cura que, explicou, “não é tanto das doenças físicas”, que para essas “graças a Deus a medicina tanto que avançou”, mas antes “destas doenças interiores que nós temos, deste egoísmo que nos mata, deste individualismo, deste acharmos que tudo gira à nossa volta deste pensar que somos deuses, pequeninos deuses”.  

Esta forma de pensar é, verdadeiramente, “uma lepra que nos destrói a cada um e a todos” e, por isso mesmo, tem de ser combatida. E uma das formas de o fazermos é através da Eucaristia. 

“Se virmos bem, em cada Eucaristia, Jesus vem até nós e nos toca. Quando nós comungamos, é Jesus que vem até nós e nos toca para nos curar, para nos dar a sua vida e nos toca para nos dar uma vida nova”, constatou. 

De resto, “a comunhão é verdadeiramente Jesus que vem até nós, até à nossa vida para nos curar desta lepra que nos mata e que é o pecado”.  

Neste contexto D. Nuno Brás apelou aos fiéis que o escutavam, e que preenchiam por completo os lugares devidamente assinalados para o efeito, para que “como aquele leproso deixemos que verdadeiramente o Senhor venha até nós e nos cure, deixemos que o Senhor entre na nossa vida e nos transforme e que esta Eucaristia, em que comungamos o seu corpo, seja este encontro com o Senhor”.  

E depois, curados pelo Senhor, concluiu D. Nuno Brás, “percebamos que, tal como este leproso, não podemos ficar calados, porque temos de anunciar as maravilhas que Ele fez por nós”.