Papa no Angelus: O encontro com Deus às “quatro horas da tarde”

Foto: Vatican Media

Na oração do “Angelus” deste domingo, o Papa Francisco, inspirado no Evangelho de S. João que apresenta o encontro de Jesus com os seus primeiros discípulos, referiu uma particularidade do texto:

“Uma coisa que chama a atenção: um deles, sessenta anos depois, ou talvez mais, escreveu no Evangelho: «Eram cerca das quatro horas da tarde» (Jo 1, 39), escreveu a hora. E isso é algo que nos faz pensar: cada encontro autêntico com Jesus fica na memória viva, nunca mais se esquece. Tu esqueces muitos encontros, mas o verdadeiro encontro com Jesus permanece sempre. E estes, muitos anos depois, também se recordavam da hora, não puderam esquecer esse encontro tão feliz, tão cheio, que tinha mudado as suas vidas”.

“À medida que escurece ao seu redor, neles, em seus corações, explode a luz que só Deus pode dar”, afirmou.

Cristo chama a estar com Ele, “cada chamamento de Deus é uma iniciativa do seu amor. É sempre Ele quem toma a iniciativa, Ele te chama. Deus chama à vida, chama à fé e chama a estado particular de vida: “Quero-te aqui”, disse o Papa a partir da Biblioteca do Palácio Apostólico no Vaticano.

No discurso, Francisco salienta os três chamamentos de Deus: O chamamento à vida, “com a qual ele nos constitui como pessoas; é uma chamada individual, porque Deus não faz as coisas em série”, depois o chamamento à fé e finalmente o chamamento a um estado particular de vida: “a doar-se a si mesmo no caminho do casamento, do sacerdócio ou da vida consagrada”.

Para o Papa, o chamamento de Deus pode chegar de “mil maneiras”, por meio dos outros ou de acontecimentos felizes e tristes. Por vezes, a nossa atitude pode ser de rejeição ou medo. “Mas o chamamento de Deus é amor, devemos tentar encontrar o amor que está por trás de cada chamamento, e respondemos a ele apenas com amor. Esta é a linguagem: a resposta a um chamamento que vem do amor é apenas amor.

No início há um encontro com Jesus que nos faz conhecer o amor do Pai e depois o desejo espontâneo de dizer às pessoas que amamos: “Encontrei o Amor”, “Encontrei o Messias”, “Encontrei Deus”, “Encontrei Jesus”, “Encontrei o sentido do meu vida”. Numa palavra: “Encontrei Deus”, concluiu o Papa.