Catequese do Papa: Aprender a rezar através do louvor

Foto: Vatican Media

“Louvar é como respirar oxigénio puro: purifica-te a alma, faz com que olhes para longe, não te aprisiona no momento difícil e escuro das dificuldades”, afirmou o Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, 13 de janeiro.

A catequese do Papa Francisco feita na Biblioteca do Palácio Apostólico incidiu sobre “a oração de louvor”.

Francisco começa por apresentar uma oração que Jesus realizou quando “a missão do Messias sofre uma crise”. Num momento de desilusão, “Jesus não eleva ao Pai uma lamentação, mas um hino de júbilo: ‘Bendigo-te, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos'” (Mt 11, 25)”.

“Assim, – afirma o Papa – naquele momento de aparente fracasso, no qual tudo é escuridão, Jesus reza, louvando o Pai. E a sua oração leva-nos, também a nós leitores do Evangelho, a julgar de um modo diferente as nossas derrotas pessoais, as situações em que não vemos claramente a presença e a ação de Deus, quando parece que o mal prevalece e não há maneira de o impedir”.

A oração de louvor não é só para quando a vida corre bem, “mas sobretudo nos momentos difíceis, nos momentos escuros quando o caminho é íngreme”.

Nas dificuldades da vida, aprendemos que “através daquela subida, daquele caminho difícil, daquela vereda cansativa, daquelas passagens desafiadoras, se consegue ver um novo panorama, um horizonte mais aberto”.

A partir da oração de Jesus que louva o Pai pelos “pequeninos”, o Papa Francisco partilhou: “Rejubilo-me quando vejo estas pessoas simples, esta gente humilde que vai em peregrinação, que reza, canta, louva, gente à qual talvez faltam muitas coisas mas a humildade leva-as a louvar a Deus”.

“No futuro do mundo e nas esperanças da Igreja há sempre os “pequeninos”: aqueles que não se consideram melhores do que os outros, que estão conscientes dos próprios limites e dos seus pecados, que não querem dominar os outros, que em Deus Pai se reconhecem todos irmãos”.

O Papa concluiu a sua catequese citando o “Cântico do irmão sol” ou “das criaturas”, que São Francisco de Assis compôs no momento em que atravessava o “peso de uma solidão que nunca tinha sentido antes” e ouvia aproximar-se “os passos da morte”. No momento de escuridão e perceção do próprio fracasso, S. Francisco “reza louvando”: “Louvado sejais, ó meu Senhor…”.

“Os Santos e as Santas demonstram-nos que podemos louvar sempre, nos momentos bons e maus, pois Deus é o Amigo fiel” que está sempre a nosso lado.”Nos momentos difíceis e escuros, encontremos a coragem de dizer: “Bendito és tu, ó Senhor”. Louvar o Senhor. Isto far-nos-á bem”, concluiu o Papa.