D. Nuno criou comissão para preparar os 500 anos da escolha do padroeiro da Diocese do Funchal

São Tiago Menor | Coleção do Museu de Arte Sacra do Funchal

O bispo do Funchal criou uma comissão para preparar as celebrações dos 500 Anos da escolha do Padroeiro da Diocese do Funchal, São Tiago Menor que se assinalam este ano. 

A missão desta comissão, formada pelo pároco da Sé, cónego Marcos Gonçalves, pelo pároco de Santa Maria Maior, Pe. Pascoal de Freitas, pela Drª. Graça Alves, diretora de Serviços de Museus e por João Henrique Silva, Diretor do Museu de Arte Sacra, será criar um programa de comemorações para assinalar esta data tão importante da história da Diocese. 

Espera-se que esta seja também uma oportunidade para toda a Diocese do Funchal “crescer na Fé e conhecer melhor o testemunho de vida de São Tiago e a sua Carta no Novo Testamento”. 

Eleição de São Tiago

Recorde-se que foi no dia 11 de junho de 1521, quando a peste dizimava a vida de tantos madeirenses que São Tiago foi escolhido. “Nesse dia de feliz memória, todo o povo de Deus, clero e autoridades, reunidos, na Sé do Funchal, elegeram São Tiago, como Padroeiro da cidade do Funchal e da Diocese do Funchal. Como sinal de gratidão, fez-se a promessa de construir uma Igreja em sua honra. Apenas em 1523, na Sé do Funchal prometeu-se fazer uma procissão que, atualmente, se realiza entre a Sé e a Igreja de Santa Maria Maior, a que denominamos como procissão o «Voto de São Tiago». 

A procissão é realizada no dia 1 de maio na data em que a Igreja celebrava a festa de São Tiago Menor. Atualmente, depois das reformas do Concílio Vaticano II, a data da sua festa é no dia 3 de maio. Ainda, assim, a data da procissão permanece no dia 1 de maio”. 

Durante muitos séculos este voto foi cumprido na íntegra. No entanto, ultimamente, optou-se por fazer esta procissão entre a Capela do Corpo Santo e a Igreja do Socorro.  

Em 2019, ano em que se celebraram os 600 anos do Achamento do Arquipélago da Madeira, a Diocese do Funchal propôs que o Voto de São Tiago fosse celebrado na sua forma original, isto é: fazer o percurso da procissão religiosa, desde a Sé até à Igreja do Socorro, como sinal de comunhão com os nossos antepassados. Uma forma de integrar também uma vertente, não só histórica e cultural, mas a tomada de consciência da atualização deste mesmo voto para os nossos dias.