Homenagem à Madre Virgínia – o novenário (1ª dia)

Foto: Jornal da Madeira

Por Conceição Freitas

Depois de um dia de forte tempestade em que nos interrogámos sobre a nossa presença na primeira celebração de hoje, de manhãzinha, os telefones trocavam a feliz mensagem: Vamos! Vamos! Vamos! Mas neste caso, ao Mosteiro.

Hoje, ao “levantar os olhos” para o alto, os picos mostravam a brancura do frio, mas antevíamos, lá no alto do Lombo dos Aguiares, o calor da presença do Senhor da Paciência que sentado na Pedra fria nos acolheria sob o Seu manto de púrpura e “pusemo-nos a caminho”.

E ao “escutarmos (Ver)” a Palavra do dia, adotamos a atitude do homem coberto de lepra: De joelhos em terra, dirigimos ao Senhor esta súplica: Senhor, se quiseres, podes curar-nos do aguilhão da morte, o pecado (1Cor 15,56) e também do outro aguilhão que mata o corpo, o Covid 19.

Entretanto, o Sacerdote terminava a leitura: “Mas Jesus costumava retirar-se em lugares desertos para orar” (Lc 5, 16).

A Madre Virgínia, em obediência, passava longas horas em diálogo com Ele.

Hoje, somos convidados a praticar, a Virtude da Obediência ao convite à oração, seguindo a mensagem do Papa Francisco que, a propósito da visita dos Reis magos, apontou-nos três atitudes para abrir o coração à adoração: “Levantar os olhos”; “pôr-se a caminho” e “ver”.