Bispo do Funchal recebeu cumprimentos de Natal de várias entidades civis e militares 

D.R.

O bispo do Funchal e o Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira mostraram-se esta segunda-feira, preocupados com a “pandemia e as suas consequências” no tecido económico e social da Madeira. Apesar desta não ser a primeira vez que mostram tal apreensão, a verdade é que são crescentes os sinais de que o número de pessoas a precisar de apoio aumenta a cada dia obrigando-nos a “estar atentos às necessidades do próximo sem estar sequer à espera que ele peça”, conforme refere o bispo diocesano.

D. Nuno Brás, por exemplo, frisa “a necessidade de, no próximo ano, cuidarmos de todos os madeirenses para que a ninguém lhe falte os mínimos que lhe é devido, pela sua própria dignidade de seres humanos”.

Já José Manuel Rodrigues destaca a “necessidade dos poderes públicos, mas também a própria igreja”, estarem “todos atentos ao evoluir da situação. Sobretudo de não deixar que ninguém fique para trás, ou seja descartado nesta crise económica e social que estamos a viver”, frisou.

As declarações de ambos os responsáveis foram proferidas no final da apresentação de cumprimentos de Natal, do Presidente do Parlamento madeirense ao bispo do Funchal e a toda a Diocese. José Manuel Rodrigues aproveitou o momento para agradecer os “relevantes serviços prestados” pela Igreja Católica, “durante seis séculos, à Madeira e ao Porto Santo”.

A propósito, frisou mesmo que a Igreja continua hoje “a marcar a vivência do nosso povo”, salientando o papel da instituição no sector da Educação e da Saúde na Madeira. “O que seria da Saúde e Educação na Madeira sem estabelecimentos na área educacional, como por exemplo, o Colégio de Santa Teresinha, a Apresentação de Maria, a APEL, o Hospício, só para citar alguns exemplos. O que seria da Saúde na Madeira sem os dois grandes estabelecimentos de saúde mental (a Casa Câmara Pestana e a Casa de Saúde São João de Deus)”, questionou-se.

Quanto ao bispo do Funchal agradeceu a cooperação institucional e disse ser uma honra receber no Paço Episcopal, “que é a casa da Diocese e, portanto, a casa de todos os madeirenses, o Senhor Presidente da Assembleia, neste momento tão importante para os cristãos madeirenses e para todos os madeirenses, porque o Natal acaba por envolver a todos de uma forma ou de outra” rematou D. Nuno Brás.

Governo vai continuar a apoiar

Para além do presidente do Parlamento, D. Nuno Brás também recebeu ao fim da manhã desta segunda-feira o presidente do Governo Regional. Miguel Albuquerque, juntamente com alguns membros do seu Executivo, também cumpriram a tradição de apresentar os cumprimentos de Natal ao prelado.

À saída desde encontro Miguel Albuquerque enalteceu a colaboração com a Diocese e o trabalho por esta desenvolvido, através das suas instituições a nível social, cultural e do ensino na Região.

“Apoiamos o trabalho meritório e notável da Igreja. E, por isso mesmo, vamos manter, no presente e no futuro a cooperação com esta relevantíssima instituição da nossa sociedade”, disse o chefe do Governo.

Quanto ao bispo do Funchal renovou o apelo para que os fiéis vivam este Natal “com máscaras na boca e no nariz, mas sem máscaras no coração”, fazendo menos festa exterior, mas mais festa interior.

Além disso, D. Nuno Brás disse ter tido oportunidade de dizer ao presidente do Governo que, no próximo ano, vai ser preciso “nos mobilizarmos todos para a situação que vamos viver”. De resto, frisou, “todos somos poucos para ajudar a todos”.

D. Nuno Brás, que acredita que este vírus vai ser vencido pela medicina, reconhece, no entanto, que “existem as outras consequências do vírus” que vão “permanecer por bastante mais tempo”. São essas que teremos de enfrentar, “garantindo a todos aquilo que é o correspondente à dignidade humana que a todos é devida”.

Já na parte da tarde, D. Nuno Brás recebeu o comandante da Zona Marítima da Madeira, capitão-de-mar-e-guerra Guerreiro Cardoso.