D. Nuno destaca trabalho do Centro Social e Paroquial de Santo António

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal esteve na manhã desta sexta-feira, dia 16 de outubro, no Centro Social e Paroquial (CSP) de Santo António que neste dia celebra os seus 24 anos. Referindo-se à instituição e ao trabalho que a mesma tem desenvolvido, o prelado disse que ela se tem “mostrado tão importante para a nossa cidade, para a nossa ilha e, obviamente, para a freguesia de Santo António”.  

Por isso mesmo, logo no início da Eucaristia a que presidiu na Igreja de Santo António, com a qual se assinalou também este aniversário, D. Nuno Brás começou por dar “graças ao Senhor pelo trabalho nela realizado, os seus fundadores e o trabalho de tantos colaboradores, voluntários, funcionários e agradecemos ao Senhor aquilo que é a vida, a comunhão de todos quantos por aqui passaram”.

Mais tarde, na homilia, o prelado lembrou que cada um de nós é único para Deus. É certo que “somos um entre muitos milhões de seres humanos que existem à face da terra”, mas “Deus preocupa-se  comigo e cuida de mim” e tudo faz para que “eu possa conhecê-lo, possa amá-lo e para que cada um de nós possa ser, como se dizia na 1ª leitura, uma hino de louvor à sua Glória”. O mesmo é dizer “que tudo quanto fizermos, tudo quanto pensarmos e tudo quanto somos há-de proclamar precisamente que Deus é bom”.  

E este é, frisou, o “critério” que deve nortear a nossa vida e nos levar a agir em conformidade com esse amor e esse cuidado que Deus tem por cada um de nós, mostrando aos outros e fazendo que também eles sejam capazes de ver que “Deus os ama”, que “Deus cuida deles” e “sejam capazes de dizer: bendito seja Deus”. E é isso que sentimos quando “reconhecemos que estamos diante de um santo”, explicou D. Nuno Brás, que convidou a assembleia a colocar-se “no lugar de todas aquelas pessoas que, precisamente aqui nesta igreja, se encontraram naquele tempo com a Madre Virgínia”. Certamente, acrescentou, “perceberam que Deus é bom, perceberam que Deus cuida, que Deus nos ama com o amor todo particular”. Hoje, muitos continuam a ser assim e “quando encontramos essas pessoas percebemos, verdadeiramente que Deus é bom”. 

E mostrar esse amor é também o objetivo primeiro de uma instituição como o Centro Social e Paroquial de Santo António, onde “cada ser humano é tratado assim como é, onde cada ser humano encontra aquilo que é possível oferecer para que viva melhor”. 

“O critério continua a ser o mesmo. Olhando para esta instituição somos capazes de dizer, verdadeiramente Deus cuida de mim, verdadeiramente Deus é bom”, disse ainda o prelado que reconheceu que “havemos sempre de caminhar”, reconhecendo que este centro “como todas as realidades humanas terá os seus problemas, os seus defeitos”. Mas mesmo com eles, a sua existência é motivo para agradecer, nomeadamente ao cónego Rebola que a fundou e para ter esperança que vamos ser, cada um e todos, “capazes de atingir esta meta e este objetivo de sermos um hino para louvor da glória de Deus”, mostrando que Ele é bom e que nos ama”. 

No final da Eucaristia, concelebrada por vários sacerdotes, coube ao cónego Carlos Duarte, presidente do centro e pároco de Santo António, agradecer a presença do bispo diocesano, bem como de “todos os que quiseram associar-se a esta nossa celebração”.  

“Continuamos a servir nesta instituição e a mostrar a caridade cristã”, disse ainda o pároco de Santo António a propósito do trabalho que é feito pela instituição. O cónego Carlos formulou o convite para que o prelado esteja presente nas celebrações dos 25 anos, convite esse que foi já aceite.