Bispo do Funchal celebrou Missa de 7º dia em sufrágio da Irmã do Bom Pastor  

Foto: Duarte Gomes

D. Nuno Brás presidiu no final da tarde de terça-feira, dia 22 de setembro, na Sé do Funchal à Missa de 7º dia em sufrágio da Irmã Maria do Bom Pastor. Uma ocasião, disse, para “agradecermos ao Senhor o seu testemunho de vida religiosa, o seu trabalho com os mais pobres, o seu trabalho na nossa diocese no sector da catequese e de uma forma particular no sector da iniciação cristã dos adultos”. 

Mas nesta celebração o prelado quis também associar-se à Diocese de Viana do Castelo, que neste dia sufragava a alma do seu bispo, D. Anacleto Oliveira, que faleceu na sequência de um acidente de automóvel ocorrido no passado dia 18.  

E quis também “agradecer ao senhor os 64 anos de sacerdócio de D. Teodoro de Faria que, conjuntamente com D. António Carrilho e outros sacerdotes, concelebraram esta Eucaristia. 

Na homilia o prelado refletiu sobre as leituras, nomeadamente sobre o Evangelho (Lucas 8), onde se mostrava que existem “dois modos de sermos família de Jesus”.  

Um é ser família de sangue o outro, explicou, resulta de “ouvirmos a palavra de Deus e de a pormos em prática”. Essa forma, frisou “é gerada no nosso coração pela palavra de Deus acolhida e que se torna vida em nós cristãos”.  

“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam” escrevia São Lucas. Trata-se, continuou D. Nuno, de “um modo de viver e de ser que em nós é gerado, continuamente, por Deus” e que não resulta, por isso, “dos nossos interesses, dos nossos gostos”, embora muitas vezes tentemos que assim seja, mas que nos é dada a acolher.  

De resto, “é por isso que o apóstolo diz que a fé vem pelo ouvido, porque é este ouvir Deus, acolher a sua vontade, deixarmo-nos moldar, construir por Ele, que nos faz cristãos”, que nos torna sua família.  

A iniciação cristã, explicou, “é precisamente isto: aprender a escutar o Senhor”. Esta é “uma caraterística de toda e qualquer vida cristã” que reconhece ainda que “a palavra é de Deus e não dos homens” e “não consiste apenas num conjunto de leis”, mas que “nos diz o hoje que havemos de acolher, o hoje que se transforma em vida” e que nos ajuda a transformar a nós e ao mundo à nossa volta. 

“Este é o mistério pascal de Jesus Cristo, este hoje de Deus na nossa vida”, frisou o prelado para logo sublinhar que “os três acontecimentos que nos reúnem hoje aqui, convidam-nos a perceber Deus hoje na nossa vida” e a estar disponíveis para a vontade de Deus, para a Sua palavra que vem até nós e nos pede que lhe demos carne”.  

Daí o apelo para que “nos disponhamos a escutar sempre a palavra de Deus” e “disponhamos a nossa vida de modo a que ela se faça existência, carne em nós” e para que “a palavra de Deus conduza e ilumine os nossos passos” e nos torne verdadeira família de Jesus.