Bispo esteve no Jardim da Serra e na Nazaré e desafiou crismados a ser presença de Deus

Foto: Duarte Gomes

As comunidades paroquiais do Jardim da Serra e da Nazaré receberam, nos passados dias 19 e 20 de setembro, a visita de D. Nuno Brás, que ali foi ministrar o Sacramento da Confirmação a 51 e a 77 jovens e adultos, respetivamente, sendo que o grupo da Nazaré, por ser grande, foi dividido em dois, o que implicou a celebração de duas Eucaristias na tarde de domingo.

Como é habitual, coube aos párocos de cada uma das comunidades – Pe. Rui Silva e Pe. Miguel Lira – apresentar os grupos que iam receber o sacramento, considerando-os aptos para dar esse passo sublinhando os jovens que “nem a pandemia fez abalar a sua fé nem a vontade de nela continuar a crescer, transformando uma fé infantil numa fé adulta”.

Nas homilias das celebrações, D. Nuno Brás refletiu sobre o Evangelho que nos apresentava uma parábola que falava de uma vinha e dos trabalhadores que foram sendo contratados para nela trabalhar. No final da jornada o proprietário mandou que se pagasse um ‘denário’ a todos, mesmo aos que só trabalharam uma hora.

No reino dos céus, que “não é coisa nossa”, explicou D. Nuno, acontece o mesmo, ou seja, “a paga é a mesma” para todos e não é por sermos cristãos que “temos o caminho mais facilitado”. Antes pelo contrário, “isto de sermos cristãos traz-nos responsabilidades, sofrimentos, dificuldades”. A “paga que Deus nos dá, o salário, é a vida eterna”, que não é só “a vida para sempre, mas é a vida de Deus, a vida de Deus em nós”. Esse é “o salário máximo que Ele pode dar”, mesmo aos que só vão “trabalhar ao fim do dia”.

Depois de frisar que todos somos convidados a trabalhar na vinha do Senhor, o bispo do Funchal explicou aos crismandos que essa vinha fica na Igreja, nas diferentes tarefas que cada um pode desempenhar, mas que se estende também ao mundo e a tudo o que diz respeito à nossa vida. Assim, prosseguiu, “quando eu estou a estudar estou a trabalhar na vinha do Senhor, quando estou a trabalhar ou a viver com a minha família estou a trabalhar para Deus e quando me estou a divertir o mesmo se passa”.

“Ele convida-te a trabalhar na sua vinha, o que significa ser a sua presença onde tu estiveres”, ajudando-O a mostrar-se na escola, na família, no teu grupo de amigos. É uma grande responsabilidade? É! Especialmente para os crismados. E “Ele confia em vós”, para serem essa presença em qualquer momento e em qualquer situação. “Confia em vós para que possa aparecer, se possa mostrar e transformar e mudar a maneira como as pessoas vivem e se relacionam umas com as outras”.

E é no momento em que confirmam a vossa fé, “a altura certa para lhe dizer que Ele pode confiar em vocês e que vocês estão disponíveis para serem trabalhadores da Sua vinha”. Para isso, adiantou, os crismandos recebem neste dia o “Espírito Santo”, fonte de força e de inspiração para levar por diante esta tarefa de trabalhar na sua vinha e de receber em troca a sua vida e a possibilidade de vivermos para e com Deus, para sempre.

De resto foi com o convite para que, num momento de silêncio, “que lhe dissessem isso mesmo, que estão disponíveis para trabalhar na Sua vinha” e que “esse é o nosso grande salário” que D. Nuno Brás terminou as suas reflexões nestas celebrações, as quais prosseguem no próximo fim de semana com deslocações do prelado às paróquias da Tabua, Ponta do Sol e da Visitação.