Cónego Fiel deu posse aos párocos de Machico e de São Martinho pedindo às comunidades que os ajudem na missão

Foto: Duarte Gomes

Neste fim de semana o Cónego Fiel de Sousa deu continuidade à tarefa de, em representação do Bispo do Funchal, dar posse aos novos párocos por este nomeados. Assim, no sábado, esteve em Machico onde empossou o Cónego Manuel Ramos e no domingo em São Martinho, onde presidiu à tomada de posse do cónego Manuel Martins.

Na homilia de ambas as celebrações, o vigário geral da diocese fez questão de agradecer a “disponibilidade” e a “generosidade” dos novos párocos para “servir a Igreja onde a Igreja chama” e neste caso concreto para assumir as novas funções a que foram chamados pelo bispo diocesano, lembrando que estas mudanças não se fazem por fazer, mas “pelo bem da Igreja”.

De resto, as mudanças ocorrem, mas não muda a missão que continua a ser a mesma e, lembrou, já “vem de Jesus Cristo”. O seu sucesso, no entanto, depende “daqueles que tornam possível e fecundo o nosso ministério numa paróquia”. O mesmo é dizer “de Jesus e de Maria, do senhor bispo, com a ajuda dos sacerdotes, mas sobretudo com a vossa presença, com a vossa colaboração”.

Depois de mencionar a presença da família dos sacerdotes nestas celebrações e de referir que a família está na retaguarda das suas vidas, amparando-os em todos os momentos, o cónego Fiel reforçou a ideia de que a comunidade também deve ter esse papel de ajudar o pároco. De resto, “eles contam convosco e a diocese também” disse, para logo referir que “quando trabalhamos para a Igreja, trabalhamos para Deus, não para o pároco”.

Em ambas as ocasiões o cónego Fiel insistiu em esclarecer que os sacerdotes não vão para as paróquias para mandar ou para ser mais do que quem quer que seja, até porque “todos nós somos importantes”. Porém, o sacerdote, pela missão que o Senhor lhe deu, “recolhe as vossas alegrias, as vossas tristezas e tudo o que foi vida. Tudo o que foi vida concreta: o nascimento, a morte”.  E recolhe não com o objetivo de “espiar”, mas de “entregar toda essa vida a Deus, agradecendo a graça e pedindo forças”.

“Ajudem os senhores padres, ajudem porque eles precisam de muita ajuda e precisam muito da vossa oração”, pediu o vigário geral que sobre a palavra proclamada se referiu ao perdão de que falava o Evangelho, dando como exemplo daquilo a que chamou “a plenitude do perdão”, o gesto de São João Paulo II quando visitou na cadeia Ali Ağca, o homem que o tentou matar, para o perdoar pelo que ele lhe fez.

Disponibilidade para servir

Em momento próprio os novos párocos dirigiram-se aos seus paroquianos. Fizeram-no sobretudo para mostrar a sua diponibilidade para servir, mas também para reconhecer as suas limitações e para pedir às suas novas comunidades que os ajudem nesta missão.

O cónego Ramos, por exemplo, reconheceu que “chegar a esta grande paróquia, substituir uma ‘coluna’ da Igreja madeirense, sr. Cón. Manuel Martins, pastorear a paróquia natal do nosso Cardeal, D. Tolentino Mendonça, estremece o meu coração!” Porém, adiantou, “a confiança no Senhor que me chamou, do outro lado da montanha, e me envia a ser pastor no meio de vós, dá-me esperança e confiança para, convosco, escrever mais umas linhas da história da comunidade cristã de Machico.”

“Quero estar no meio de vós para vos conhecer e amar, conhecer os vossos costumes e tradições, amar o que sois e fazeis, servindo-vos a Palavra de Deus e o Pão da Vida como Igreja que somos e construímos em fraternidade e caridade”, concluiu o novo pároco de Machico.

Já o cónego Martins também se dirigiu à comunidade de São Martinho, para “agradecer o vosso caloroso acolhimento e pedir-vos que me ajudeis a ser o pastor que precisais, caminhando juntos e partilhando projetos e esperanças”.

“Eu não quero caminhar só. Estou aqui para vós, querendo partilhar convosco a vida a fé, os projetos e até as emoções, pois quem não for capaz de se alegrar com os que estão felizes, de chorar com os que choram e de ser sensível ao irmão doente ou pobre que sofre, vive secando a própria vida e o que a rodeia”, frisou, dizendo-se “consciente da responsabilidade que agora assumo”.

“Por favor ajudem-me, de forma a que as minhas falhas não escondam as minhas virtudes” pediu ainda o novo pároco, que agradeceu todo o trabalho desenvolvido pelo cónego Marcos que esteve à frente da paróquia no cuidar da igreja e da comunidade.

Em ambas as Eucaristias de tomada de posse foi feita a leitura dos decretos de nomeação, a profissão de fé dos novos párocos com o juramento de fidelidade ao bispo, ao papa e a toda a Igreja e a renovação das promessas sacerdotais, a entrega do Evangeliário e da chave do Sacrário.

As tomadas de posse prosseguem no próximo dia 20 de setembro e desta vez contam com o bispo do Funchal, que começa por dar posse ao novo pároco de Santa Cruz, Cónego Vitor Gomes, na missa das 8 horas, seguindo-se a posse do novo pároco da Sé, Cónego Marcos Gonçalves, na missa das 11 horas.