D. Nuno no aniversário do Hospital: “Peçamos ao Senhor que nos ajude a caminhar para uma sociedade cada vez mais humana”

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu ontem, dia 9 de setembro, a uma Eucaristia na Sé, um dos momentos com o qual se assinalou o 47º aniversário do Hospital Dr. Nélio Mendonça.

Na homilia desta celebração que, entre outras, contou com a presença de Pedro Ramos, secretário regional da Saúde e Proteção Civil e de Rafaela Fernandes, presidente do SESARAM, D. Nuno Brás frisou que “a humanidade surge como tal, quando é capaz de cuidar dos mais fracos, quando é capaz de cuidar daqueles que à partida, não teriam nenhuma outra possibilidade de sobreviver, quando somos capazes de curar e de procurar a cura”.

O médico e a sua profissão, constatou o prelado, “sempre foram louvados como presença de Deus, como instrumento de Deus” e todos nós, de uma forma ou de outra, experimentamos como são importantes os cuidados de saúde.

De resto,  “a pastoral dos hospitais é verdadeiramente algo de essencial, porque à escola eventualmente nem todos irão. À paróquia de certeza nem todos irão, mas de um modo ou de outro todos passamos pelos hospitais”.

O cristianismo, explicou ainda D. Nuno Brás, dá um passo mais além “quando cuida não apenas daquele que está doente por razões humanitárias, mas quando encontra nele a própria presença de Jesus Cristo. Quando reconhece no doente não apenas alguém que nos deve fazer mover tudo aquilo que está ao nosso alcance para curar, mas como alguém que, unido a Jesus Cristo entra também neste dinamismo da própria salvação e da salvação do mundo”.

“Ao darmos graças por aquilo que têm sido estes 47 anos do Hospital Dr. Nélio Mendonça queremos, no fundo, dar graças também por tudo aquilo que têm sido os avanços na saúde e de um modo particular na nossa região”, disse ainda o bispo diocesano, que deu ainda graças “por tudo aquilo que tem sido o trabalho de médicos enfermeiros, assistentes, profissionais que ajudam e que cuidam nos hospitais”.

D. Nuno Brás prosseguiu “pedindo por todos os doentes, esta saúde do corpo e da alma e para toda a nossa sociedade este crescimento em cada vez maior humanidade e em cada vez maior reconhecimento da presença de Jesus na presença daqueles que sofrem, daqueles que são pobres, daqueles que por si mesmos não podem aspirar à saúde do corpo e da alma”.

“De uma forma muito particular, neste momento que estamos a viver, reconheçamos a presença do Senhor, que inspira as decisões, que inspira as ações, que inspira o cuidado por aqueles que sofrem desta pandemia que a todos afeta.” E, “peçamos que rapidamente nos livre dela, que a saibamos viver porque esta situação é claramente também, um apelo do próprio Deus a que sejamos capazes de nos deixar interrogar e interpelar por aquilo que é a vida e por aquilo que ela significa e que Ele nos ajude a viver estes momentos e nos ajude a caminharmos para uma sociedade cada vez mais humana, capaz de cuidar do mais fraco a todos os níveis, uma sociedade que é capaz de reconhecer a vida, o seu milagre e a presença do Senhor dos doentes, aqueles que cuidam deles e nas estruturas de saúde”, concluiu.

Terminada a Eucaristia, concelebrada por vários sacerdotes entre os quais o Pe. Bonifácio dos Santos, capelão do Hospital Dr. Nélio Mendonça, houve lugar a uma homenagem aos cidadãos da Região, pela forma responsável como acataram e continuam a acatar as indicações dos profissionais de saúde neste tempo de pandemia.