Não podemos cruzar os braços

D.R.

O mês de setembro convida sempre ao recomeço. Com entusiasmo e dedicação.

É óbvio que as circunstâncias em que vivemos são, este ano, muito particulares: esta pandemia insiste em limitar as nossas vidas e o nosso modo de ser e de viver. Mas não podemos cruzar os braços à espera que passe. Se o fizéssemos, quando acordássemos desse adormecimento, o mundo estaria diferente — bem diferente — daquele que conhecemos, e teríamos deixado de cumprir a nossa tarefa, de oferecer o nosso contributo para as mudanças.

Nós, cristãos, não podemos cruzar os braços e esperar que o mundo gire à nossa volta, sem nada contribuir para o melhorar. É que nós acreditamos em Jesus, Deus feito homem, Deus que apareceu na nossa carne mortal, Deus no meio de nós, que partilhou a nossa vida humana e lhe deu uma qualidade nunca antes sonhada. A partir desse acontecimento, a vida humana na história (a vida com os outros, com a família, com a sociedade) tornou-se o caminho para a salvação. Não nos salvamos apenas com bom espírito. Seremos salvos quando deixarmos que Deus, por meio dos cristãos, esteja presente e transforme as relações, as vidas de tudo e de todos quantos estão à nossa volta.

A pandemia não nos deixa viver como antes? Havemos de descobrir novos modos de agir e de viver, para que Deus continue presente e a salvar. Havemos de o fazer sempre, com o mesmo (ou com mais) entusiasmo e dedicação.