D. Nuno: Irmãos de S. João de Deus mostram como os “mais pequenos” são oportunidade de crescermos em humanidade

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu esta terça-feira, dia 11 de agosto, a uma Eucaristia na Capela da Casa de Saúde de São João de Deus, com a qual se assinalaram os 96 anos daquela instituição e os 98 da presença dos Irmãos da Ordem Hospitaleira na Madeira.

Na homilia, D. Nuno Brás começou por lembrar que, de acordo com vários autores, “ser cristão é ser como que uma extensão da Encarnação do Verbo”. Por outras palavras, “é continuar hoje, no nosso tempo e no nosso lugar, este momento de Encarnação que começamos por encontrar em Jesus Cristo”.

“Nós podemos dizer que os irmãos mártires da Ordem de São João de Deus o fizeram e o fizeram muito bem, e o fizeram de uma forma exemplar. Extensão da Encarnação, quer dizer, identificação do Verbo de Deus com a realidade humana e a realidade mais pequena do humano”.

E fizeram-no, sublinhou D. Nuno, porque “se consagraram ao serviço daqueles que são considerados mais pequenos, daqueles que, olhando para a eficácia, são considerados incapazes, daqueles que todos olham e apontam como sendo inúteis”, mas com quem na verdade “o Senhor se identifica”.

Por isso mesmo, “ao disponibilizarem-se para o serviço destes mais pequenos, dos inúteis”, os Irmãos de São João de Deus “mostram como, verdadeiramente, eles são uma oportunidade para crescermos, todos nós, toda a nossa sociedade, crescermos em humanidade”.

Daí o apelo para que sigamos “o exemplo dos mártires dos Irmãos de São João de Deus na nossa vida, servindo os mais pobres, servindo aqueles que o mundo considera como inúteis” mostrando o amor de Deus e “professando a fé até ao fim”. E para que “peçamos ao Senhor que nos ajude a sermos, em cada dia que passa, em cada momento extensões da Encarnação, de forma a podemos mostrar, hoje, que Ele está presente que Ele ama a todos e de forma particular aqueles que são os mais humildes e os mais pequenos”.

Terminada a Eucaristia, que foi concelebrada pelos bispos eméritos D. Teodoro Faria e D. António Carrilho, o bispo diocesano procedeu à bênção dos novos alojamentos destinados aos irmãos. 

De acordo com o Ir. Luís Vieira, o superior da comunidade a quem coube explicar os trabalhos, estas obras eram necessárias, porque “há 40 e tal anos que não se verificava aqui uma intervenção” estando as instalações “desadequadas para o nosso tempo”. 

Apesar da pandemia, as ditas obras decorreram “num tempo record”, tendo começado no dia 21 de abril e terminado, como previsto, no fim de julho. Este facto mereceu o elogio e o agradecimento do Ir. Luís Vieira.