D. Nuno Brás desafiou crismados da Ribeira Brava a “encontrar Aquele que vos pode ajudar a saciar a fome”

Foto Canhas

O bispo do Funchal voltou a presidir este domingo, dia 2 de agosto, a uma Eucaristia desta feita na igreja da Ribeira Brava, durante a qual confirmou na fé 56 jovens. 

Na homilia, D. Nuno Brás voltou a refletir sobre as leituras deste Domingo XVIII do Tempo Comum falando à assembleia, e muito particularmente aos crismandos, de fome. Não daquela fome de comida ou de bens materiais – carros, casas, terras – mas da fome de Deus.  

Aquela fome que, disse, “é essencial” e só pode ser saciada pelo mesmo Deus e pelo Seu amor. Amor esse que se manifesta de várias formas e nas alturas mais difíceis da nossa vida, especialmente aquelas que nos levam a achar que Ele nos abandonou. 

O bispo do Funchal citou Santo Agostinho quando ele narra, no seu livro “Confissões”, essa sua ‘fome’, isto é, “essa sua procura” por algo que o saciasse.  Até que um dia encontrou Jesus Cristo e chegou à conclusão que “Criaste-nos para ti Senhor e o nosso coração anda inquieto enquanto não repousa em Ti”. Ou seja, “enquanto nós não nos deixamos encontrar por Deus e não o encontrarmos a Ele o nosso coração anda inquieto e viveremos sempre com fome e não há nada que nos mate esta fome a não ser Jesus Cristo”. 

Mas ‘e quem poderá separar-nos do amor de Cristo?’ À pergunta colocada por S. Paulo, na segunda leitura, o prelado respondeu que nada nem ninguém se for essa, verdadeiramente, a nossa vontade e se estivermos cientes de que somos capazes de vencer as maiores tribulações “não por causa das nossas forças, mas porque encontramos Jesus Cristo”. É a partir daqui e só a partir daqui, frisou o prelado, que “nós podemos construir uma vida feliz”. 

“Este é sempre o convite que Deus, desde o início, vos faz: deixarem-se encontrar por Ele, viverem com Ele, encontrarem a verdadeira felicidade, organizarem a vossa vida não a partir de pequeninas felicidades mas a partir deste que é O único que vos pode oferecer  felicidade”, sublinhou D. Nuno para logo fazer voto de que “o Espírito Santo vos ajude nesta estrada, neste caminho da verdadeira felicidade. Que Ele vos ajude a ter fome e a encontrar Aquele, o único que vos pode ajudar a saciar essa fome”. 

Coube ao Pe. Bernardino Trindade, pároco da Ribeira Brava, dar as boas-vindas ao bispo diocesano e, no final da celebração, agradecer a sua presença, em seu nome e em nome de toda a comunidade paroquial. 

Além disso o Pe. Bernardino agradeceu também a todos quantos colaboraram para que esta cerimónia tivesse lugar dentro de todas as regras determinadas pela nova normalidade.