Que férias?

D.R.

Este ano as férias vão ser diferentes. Para um grande número, que vivia estes meses a trabalhar em instituições ligadas ao turismo, o tempo de Verão será, infelizmente, sem trabalho. Vão olhar para o futuro com apreensão.

Outros, são aqueles que vão ficar em casa porque a pandemia os impede de sair. Terão que se contentar com um tempo de repouso cá dentro, talvez com uma ou outra deslocação a lembrar a normalidade que tarda em chegar. As férias num qualquer destino estrangeiro vão ficar à espera de uma vacina que nos liberte deste maldito coronavirus. Adiadas para o próximo ano, se a economia permitir.

Talvez este seja um tempo para descobrir o que se encontra à nossa volta mas que, por estar tão próximo de nós, fica sempre com uma visita adiada para uma melhor oportunidade.

Como quer que seja, o tempo de Verão aí está, a convidar a um novo ritmo na vida de cada um. Férias em tempo de pandemia: talvez férias mais familiares; ou talvez um tempo a dar mais atenção a quem mais dela necessite. Um tempo a pensar mais nos outros que em nós, contrariando o conceito de férias que por aí anda divulgado. Um tempo para a “pandemia do amor”, como convida o Papa Francisco.

Como quer que seja, um tempo em que Deus não vai de férias e nos convida a escutá-lo com maior atenção. Um tempo com Deus mais próximo. E, no meio de Agosto, um sinal: o da Virgem Maria, Senhora da Assunção, Senhora do Monte.

Tempo diferente, este Verão. Mas tempo que convida a ser bem vivido por todos.