Eucaristia assinalou 25 anos de sacerdócio do cónego Carlos Nunes

D. R.

O cónego Carlos Nunes assinalou quarta-feira, dia 29 de julho, os seus 25 anos de ordenação sacerdotal.

Numa Eucaristia de ação de graças na igreja de Santo António, em que estiveram presentes os bispos eméritos do Funchal, D. Teodoro de Faria e D. António Carrilho e vários outros sacerdotes madeirenses, o cónego Carlos começou precisamente por agradecer a todos aqueles que quiseram estar presentes nesta celebração, mas também a todos os que de uma forma ou de outra estão ligados a este seu percurso de entrega.

Na sua homilia, o cónego lembrou que o sacerdócio é uma missão do Senhor, por vezes difícil, mas com a certeza de que, por maiores que sejam essas dificuldades, “o Senhor não nos abandona”. 

O importante é que, como dizia São João no Evangelho, “permaneçamos unidos a Cristo” de quem recebemos, pelo batismo, o dom da fé e da filiação divina. De resto, a construção dessa unidade deve ser uma constante na vida do sacerdote, seja em relação a Deus, seja em relação “aqueles que o Senhor coloca à nossa frente”.

O cónego Carlos recordou ainda o dia da sua ordenação e os seus receios perante a nova realidade que tinha diante de si. Ao longo destes anos foi “aprendendo a ser padre” com os colegas, os bispos e o povo de Deus que também “nos ensina a levar o caminho na fidelidade”. 

Uma aprendizagem que, frisou, quer continuar, até porque “ainda não sei tudo” e porque é esse “o desafio que o Senhor nos coloca” e o próprio mundo, que é hoje diferente daquilo que era há 25 anos. E não é só por causa da pandemia, mas por causa dos valores que se “partiram”. 

Desejando que “o Senhor seja para mim, como para Jeremias, aquela força que me continuará a conduzir para ser seu ministro, para anunciar o Evangelho”, o cónego Carlos terminou desejando que o “Senhor nos ajude, a cada um de nós, a estarmos unidos Àquele que nos ama” e a que “o amor caridade que o Senhor nos vai pedindo, vá acontecendo” e que “Ele nos ajude a não perder o sentido da vocação, para permanecermos e sentirmos que somos escolhidos”.

No final da celebração houve momentos de agradecimento por parte dos paroquianos, mas também de outros sacerdotes, nomeadamente do Pe. Estêvão Fernandes, que foi portador de uma bênção apostólica concedida pelo Papa Francisco ao cónego Carlos Nunes.

Finalmente coube ao cónego Fiel de Sousa agradecer, em nome do bispo diocesano e da Diocese, ao cónego Carlos por “estes 25 anos de dedicação”. 

Em seu nome pessoal, o vigário geral agradeceu ainda ao cónego Carlos pela sua “disponibilidade” e também pela sua “dedicação e amor ao Seminário” e pela “sua fidelidade a Cristo e à Igreja”.