D. Nuno deixou desafio na Santa: Sejamos como Maria Madalena que procura, encontra e anuncia o ressuscitado 

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu ontem, dia 22 de julho à Eucaristia da Festa de Santa Maria Madalena, na Paróquia da Santa, no Porto Moniz. Uma celebração com a qual, lembrou o Pe. Ricardo Freitas, pároco da Santa, se assinalaram também os 185 anos da criação do concelho do Porto Moniz, ele que agradeceu a presença de D. Nuno naquela Eucaristia, bem como das demais entidades presentes.

Na homilia o prelado disse que se pode “resumir em três verbos aquilo que Maria Madalena nos ensina a todos nós”.  O primeiro verbo é procurar, o segundo encontrar e o terceiro transmitir. 

“Maria Madalena é aquela mulher inquieta, que procura, que não se contenta com respostas já feitas, com respostas já dadas” e que, por isso mesmo, “foi à procura do Senhor”. E fê-lo “no meio da escuridão exterior – ainda era noite quando saiu – mas também interior”, de quem viu o Senhor morto e sepultado, mas que sabe que pode encontrar um sentido para tudo isso. 

E se Maria Madalena procurava Jesus, Ele também a procurava a ela e veio ao seu encontro. Mas esta não o reconheceu, talvez porque O procurava “ainda com as lógicas do mundo, com as nossas lógicas naturais”, de quem procura alguém que está morto e sepultado e que, por isso, não reconhece um vivo.

É aqui que se encaixa o segundo verbo: “Maria Madalena deixou-se encontrar”. Jesus chama-a pelo nome: “Maria!”. É nesse momento que ela percebe que “estava a procurar no lugar errado” e muda completamente de atitude, porque encontrar Jesus Cristo é isso mesmo: deixar-se transformar por Ele”. De acordo com o bispo diocesano, é precisamente aqui que residem as nossas dificuldades. “É nesta transformação que nós temos todos, e quando digo todos falo de mim também, muita dificuldade”.

Mas Maria Madalena, que ainda tentou reter o Senhor, foi capaz de perceber todas essas realidades e também aquela que seria, a partir daquele momento, a sua missão: mostrar Jesus Vivo, que transforma. Tornou-se “alguém que mostrava Jesus, que dava Jesus, ‘apóstola dos apóstolos”, como gosta de lhe chamar o Papa Francisco”.

“Que Santa Maria Madalena nos ajude a viver assim. Que ela nos ajude a procurar o Senhor, a deixarmo-nos encontrar por Ele e a transformar por Ele e a anunciá-LO como ela. Ela é a prova de que, verdadeiramente, é possível mudar de vida, deixarmo-nos transformar. Não desistamos disso. O Senhor ainda hoje vem ao nosso encontro. Sem o retermos, deixemos que ele nos dê esta missão de anunciar a vida nova que ele nos quer oferecer”, concluiu. 

No final da celebração houve ainda lugar à deposição de flores junto ao Monumento do Combatente e logo depois, pelas 16:15 horas, uma procissão automóvel com o andor de Santa Maria Madalena em que percorreu as principais ruas da paróquia.