Primeiros Crismas pós confinamento levam D. Nuno à Paróquia dos Álamos 

Foto: Duarte Gomes

O Bispo do Funchal presidiu este sábado, dia 18 de julho, a uma Eucaristia na Igreja dos Álamos, no decorrer da qual ministrou o Sacramento da Confirmação a um grupo de 18 jovens.

Este foi, conforme o próprio disse logo no início da celebração, “o primeiro Crisma depois de todo este confinamento” de tal forma que, brincou, “quase que já não sei crismar”. 

No início da celebração, D. Nuno Brás convidou a assembleia, e em particular os crismandos,  a celebrar “este sacramento tão importante, que nos dá a plenitude do Espírito Santo e a vida com Cristo”, que passa a estar “connosco e em nós”.

Antes da homilia o Pe. Héctor Figueira, pároco dos Álamos, deu as boas-vindas a D. Nuno a quem apresentou “este grupo de resistentes. Jovens que tentam tirar a escola de casa, adultos com o trabalho em causa, todos com um futuro incerto, quanto ao sustento, ou ao matrimónio e família ou a outro serviço de Deus”. 

Depois de se dirigir ao prelado, a quem disse que “o mundo nestes tempos se parece com o Caminho da Azinhaga (está em obras), com valas que se fecham e se tornam a abrir e com poeira que nos impedem de ver mais longe”, o Pe. Hector disse ainda que os crismandos resistem a todas as dificuldades “porque Jesus Cristo os encontrou, de surpresa ou porque o procuraram na missa, na reza, com a paciência da sementeira”. 

Na sua homilia, D. Nuno Brás refletiu sobre o que é ser cristão com aqueles que estavam prestes a concluir a sua caminhada de iniciação na vida cristã. É certo que estamos habituados a ser cristãos, vivemos numa ilha cristã e isso pode nos levar a “correr o risco de achar que isto de ser cristão é como os dentes que caiem e são substituídos por outros”. Porém tal não corresponde à realidade. Na verdade, disse o prelado, Deus interroga-nos constantemente e diante dele não podemos ficar indiferentes. 

“Deus é como a luz, a célebre luz do meio dia”, que não deixa espaço para qualquer sombra e que “realça, mostra as nossas qualidades, mas ao mesmo tempo as nossas fraquezas”, explicou D. Nuno.

“Quando nós nos encontramos com Deus é a verdade daquilo que somos que aparece. Mas ainda não é isso que nos faz cristãos”, frisou, para logo acrescentar que “um cristão é aquele que acolheu o Espírito de Jesus”, que faz com que Ele esteja sempre unido ao Pai, que vive com ele, “mesmo quando dorme”.

“É o Espírito Santo que nos torna cristãos, quer dizer outros cristos”, o que significa que “temos a possibilidade e a graça de podermos viver como Ele”, apesar de acharmos que não somos capazes. É por isso que o Espírito Santo em vem nossa ajuda e nos diz como havemos de viver e de ser. 

Os crismados recebem, explicou D. Nuno, “a plenitude do Espírito Santo” e, por isso mesmo, “devem ser outros cristos”. E “não apenas das 9 às 21, mas sempre; não apenas na Igreja, mas sempre, isto é, na escola, no trabalho, nos divertimentos”. 

E foi com esse apelo para que os crismados sejam “verdadeiramente cristãos” deixando que Deus viva nas suas vidas e as transforme, e que “quem convosco se cruza seja capaz de tocar, de ver e de escutar Jesus Cristo”, que D. Nuno terminou a sua reflexão.

Este domingo o prelado prossegue com o ministrar do Sacramento da Confirmação nas Paróquias das Eiras e de São Martinho, onde vai estar a partir das 15 e das 18 horas respetivamente.