Eucaristia presidida por D. Nuno fez memória do Beato Inácio Azevedo e seus companheiros mártires

Foto: Duarte Gomes

Celebrou-se ontem, dia 17 de julho, na Igreja do Colégio uma Eucaristia em memória do Beato Inácio Azevedo e seus companheiros mártires. 

No início da missa, presidida por D. Nuno Brás, o cónego Fiel de Sousa lembrou quem foi Inácio Azevedo, o jovem Jesuíta português que morreu juntamente com os seus companheiros de viagem, quase todos entre os 20 e os 30 anos de idade, às mãos dos corsários anticatólicos. Iam rumo ao Brasil, depois de uma passagem pela Madeira, quando foram atacados ao largo das Canárias. 

O vigário geral lembrou ainda que a Diocese do Funchal assenta em duas congregações, concretamente os Franciscanos e os Jesuítas e que como Pedro e Paulo são os pilares da Igreja, estas congregações são o pilar da evangelização.

Já D. Nuno Brás, na sua homilia, refletiu sobre as leituras do dia, que nos mostram quem é Jesus, aquele através de cujos olhos vemos o antigo testamento e tomamos consciência da nova “realidade que é a ressurreição do Senhor”.

Jesus, mostrava-nos o Evangelho, “considera-se superior ao templo e senhor do sábado, quer dizer superior a Moisés, colocando-se no lugar do próprio Deus”. É por isso, explicou, que “no cristianismo não há lugar para olhar Jesus como um simples profeta”. Na verdade, os cristãos só têm duas opções: ou veem Jesus Cristo como “a maior aldrabice que alguma vez a história humana acolheu” ou reconhecem que “é Deus, verdadeiramente Deus, no meio de nós”. E se assim é, temos de “tirar as consequências que isso tem para a nossa vida concreta”.

Foram essas consequências, frisou o prelado, “que os mártires do Brasil retiraram. Dezenas de sacerdotes que iam evangelizar e que no meio da viagem, dias depois de deixarem a nossa ilha da Madeira, foram martirizados cruelmente”. Mas a sua missão não foi em vão. É certo que foram impedidos de chegar ao seu destino, que foram impedidos de falar da fé católica, mas “a sua memória, o seu testemunho, continua ainda hoje a falar e a dizer-nos que é verdadeiramente Deus no meio de nós, Jesus Cristo, que muda e transforma a nossa vida”.

Assim sendo, “hoje, quando fazemos memória do Beato Inácio Azevedo e dos seus companheiros mártires, que deram testemunho até ao sangue da verdade da fé”, devemos “pedir ao Senhor que também a nós nos dê a graça de vivermos a fé com todas as consequências e de darmos testemunho dela, onde quer que nos encontremos”, concluiu.

Antes da bênção final, o cónego Fiel, que agradeceu a disponibilidade do bispo diocesano para presidir a esta Eucaristia, disse que para além de rezarem todos os dias 17 de julho pela “graça da canonização do beato e dos outros mártires”, no Colégio vai-se rezar também “pelos seminários e pelos jovens, para que não tenham medo de avançar, como avançaram estes 40 mártires”.