Senhora do Carmo: D. Nuno diz que Virgem Maria continua a ser caminho para Jesus Cristo

Foto: Duarte Gomes

Independentemente dos títulos com que a veneramos a Virgem Maria continua a ser, hoje como há dois mil anos, “a serva humilde que nos abre o caminho para Jesus Cristo”. Isso mesmo explicou D. Nuno Brás aos fiéis que participaram esta quinta-feira, dia 16 de julho, na Eucaristia da Festa de Nossa Senhora do Carmo, a que presidiu na respetiva igreja, no Funchal.

A celebração começou com o Pe. Dias a dar conta da alegria da comunidade Carmelita por uma vez mais o bispo diocesano se ter disponibilizado para presidir a esta concelebração e a agradecer essa mesma presença, bem como a do vigário geral e do pároco da Sé.

Quanto a D. Nuno, depois de lembrar que “Nossa Senhora do Carmo tem uma presença forte na devoção portuguesa”, aproveitou a homilia para refletir sobre as leituras e explicar que Nossa Senhora continua hoje a ser “aquela nuvenzinha de que nos falava a primeira leitura”, anunciadora de chuva em tempo de seca.

“A Virgem Maria é aquela mulher que anuncia Jesus Cristo e que abre caminho à bênção de Deus por excelência que é Jesus Cristo”, explicou o prelado, para logo acrescentar que “onde está a Virgem Maria está Jesus Cristo”. Ela, disse, “nunca é a meta, nem o fim do caminho, mas a serva humilde, a pequenina nuvem como a palma da mão, que indica o caminho para Jesus Cristo”.

E isso acontece, frisou D. Nuno Brás, “mesmo quando nos parece que Deus nos abandonou, quando nos parece que vivemos num deserto ou que a nossa vida já não tem nenhuma bênção”. É nessas alturas, que devemos olhar para a Virgem Maria e dirigir-lhe as nossas preces, porque onde Ela está aí está Jesus Cristo. Porque Ela continua hoje a ser caminho para o salvador”.

Assim sendo, concluiu, “não tenhamos medo de viver com Ela, de a acolher em nossa casa, de lhe dirigir os nossos pedidos, pois Ela é caminho seguro e certo para Jesus Cristo. Por isso louvemo-la, entreguemos-lhe o nosso coração, confiemos-lhe as nossas famílias, a nossa cidade, porque Ela é aquela que nos mostra sempre o nosso salvador”.

No final da celebração que este ano não contou, como é hábito, com uma igreja a abarrotar nem tão pouco com a procissão que percorrer várias artérias da cidade, o Pe. Dias voltou a usar da palavra para manifestar a disponibilidade da comunidade carmelita para continuar a servir a diocese, inclusivamente rezando por novas vocações de que bem precisamos. Uma disponibilidade que o bispo diocesano agradeceu e com a qual disse contar, tanto mais que “a nossa cidade seria diferente sem a presença dos carmelitas” os quais, acrescentou, “são precisos cá”.