Pulmões de fé e cultura

D.R.

No dia 11 de Julho celebramos S. Bento, Padroeiro da Europa. Era um jovem nascido em Núrsia (Itália), por volta do ano 480. Tempos depois foi estudar para Roma. Não gostou do que viu na cidade: o Império romano estava a desfazer-se e os cristãos não tinham a força para oferecer uma nova esperança. 

Decidiu sair da cidade para se retirar num lugar isolado. Foi para uma pequena gruta, em Subiaco. Três anos de solidão, de luta entre ele e Deus. Uns pastores descobriram-no. Bento começou a ganhar fama de homem santo, e apareceram alguns que queriam partilhar a sua vida. Acolheu-os.

Em 529, funda Monte Cassino e doze outros mosteiros. Anos depois escreverá a “Regra”, a norma de vida beneditina, centrada na oração e no trabalho. Será ela que se irá espalhar, aos poucos, por toda a Europa, dando origem a esses verdadeiros pulmões de vida e de cultura que foram os mosteiros beneditinos e todos os outros que deles nasceram. 

Já no seu tempo, S. Bento não foi pacífico: foi até vítima de várias tentativas de homicídio. Do mesmo modo, a vida europeia que os seus mosteiros moldaram também foi sempre cheia de incompreensões e de desvios. Mas eles deram ao nosso continente um rosto cristão — o rosto da Europa que conhecemos. À Europa de hoje falta alguém que lhe ofereça, de novo, pulmões de fé e cultura.