Festa de Nossa Senhora da Piedade em Câmara de Lobos

Foto: Silvio Mendes

A capela de Nossa Senhora da Piedade, localiza-se no sítio da Cruz da Caldeira, na freguesia de Câmara de Lobos.

Está no Mosteiro das Irmãs Clarissas, cujas obras foram iniciadas em 1928 ou 1929, e se prolongaram até 1931, entrando o mosteiro em funcionamento a 16 de abril desse ano, apesar da sua inauguração e bênção só se ter verificado algumas semanas depois, cerimónias presididas pelo então Bispo do Funchal, D. Manuel Pereira Ribeiro.

É nessa capela que, no domingo 12 de julho, vai ser celebrada a festa litúrgica em honra de Nossa Senhora da Piedade. A Eucaristia principiará pelas 15 horas.

No sábado às 20 horas será celebrada missa da vigília, estando a decorrer as novenas de preparação para aquela festa, presididas pelo Padre Marcos Pinto, pároco do Carmo, paróquia, na qual se integra aquele templo.

Na paróquia do Carmo no domingo 5 de julho foi realizada a festa de Nossa Senhora das Preces na respetiva capela e nos domingos 19 e 26 de julho na igreja do Carmo decorrerão as festas de Nossa Senhora do Carmo e do Santíssimo Sacramento, respetivamente.

A capela de Nossa Senhora da Piedade começou a ser construída «muito provavelmente em finais de 1799 princípios de 1800, uma vez que todos os tramites legais, visando a necessária autorização para o respetivo culto, se iniciam em março de 1800. Com efeito, a 3 de Março de 1800 é feita a primeira avaliação do terreno que o padre Manuel Gonçalves Henriques, posteriormente, viria a dotar a capela por forma a poder garantir o suporte financeiro necessário à sua conservação e reparação» como se lê no Dicionário Corográfico de Câmara de Lobos da autoria do Dr. Manuel Pedro Freitas.

No que se refere à presença da Irmãs Clarissas refere aquele dicionário que havia «a vontade do padre António Rodrigues Dinis Henriques em ver edificado nas suas propriedades um convento para albergar as Irmãs Clarissas, algumas das quais, por volta de 1911, neste sítio se haviam refugiado, depois do encerramento do convento de Santa Clara onde professavam, em consequência das novas leis da então recém implantada República. Este mesmo facto terá, aliás, feito com que, impossibilitado de deixar os seus bens quer à igreja, quer à extinta congregação, sem que estes corressem o risco de reverter em favor do Estado, se visse na obrigação de utilizar o padre João Joaquim de Carvalho, como intermediário nesta doação. Esta alternativa permitiria esperar o tempo necessário, para que eventuais modificações introduzidas na legislação, pudessem viabilizar a transferência dos seus bens para as Irmãs Clarissas, como era seu desejo».

As Irmãs Clarissas foram autorizadas, por volta de 1928 ou 1929 a construírem, naqueles terrenos o seu mosteiro.

Neste ano a festa será celebrada apenas a nível litúrgico não havendo o arraial que fazia convergir àquele local elevado número de pessoas.