Paróquia da Graça: D. Nuno lembrou importância da Eucaristia na nossa vida

No final da celebração o Santíssimo Sacramento percorreu o adro da igreja, devidamente ornamentado com tapetes de flores.

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal esteve domingo, dia 21 de junho, na Paróquia da Graça onde presidiu à Eucaristia da Festa do Santíssimo Sacramento. Nesta celebração campal marcaram presença inúmeros fiéis e algumas entidades, nomeadamente os presidentes da Câmara do Funchal e da Junta de Freguesia de Santo António.

Na sua homilia o prelado lembrou que o homem não vive só de pão, “mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor”. Dito de outra forma, “não basta apenas ter pão para a boca, não basta apenas ter música para se divertir, não basta apenas ter uma casa, mas também se vive, de uma forma essencial, de uma forma necessária, de Deus”.

Depois de contar um episódio de um jovem que encontrou numa das suas visitas pastorais no Continente, que lhe disseram não ser batizado e que dizia não precisar de o ser, D. Nuno Brás disse ser este o exemplo de alguém que “ainda não tinha percebido que o homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”.

Mas não são só os que não são batizados que agem desta forma. Na verdade, também há batizados que não percebem que “o homem vive também de Deus”. Ou seja, ainda não tomaram consciência de que precisam de Deus e que ele nos ama como somos, mesmo “com as nossas falhas e as nossas diferenças”. Aquelas que muitas vezes nos levam a questionar se Deus andaria distraído quando nos criou, o que não corresponde de todo à realidade. Na verdade “Deus fez-nos e faz-nos únicos e em nós, assim como somos, mostra o seu amor”.

É por isso que não podemos andar aqui só por andar, repetindo rotinas e procurando atingir feitos que nada valem sem Deus, com quem precisamos de  “viver para sempre”.

Nesta Eucaristia, concelebrada pelo Pe. André Pinheiro, Pároco da Graça, pelo cónego Carlos Duarte, e pelos padres Aires Gameiro, Bonifácio Santos e Carlos Almada, D. Nuno Brás lembrou por isso a importância da Eucaristia, para vivermos plenamente com Deus.

“Quando alguém comunga, quando alguém come a Eucaristia, transforma-se naquele que comunga”, explicou o prelado, para logo acrescentar que “não passamos a ser deuses pequenos, mas transformamo-nos em Deus, a nossa vida passa a ser a vida de Deus e a vida de Deus passa a ser a nossa e esta é a maravilha da Eucaristia”, sem a qual não podemos passar.

Por isso, frisou, “foi grande este jejum de quase dois meses, em que não podemos comungar”, por causa da pandemia. Esta fome, frisou, “fez-nos perceber que Deus está connosco, na nossa vida. Que ele não nos fez para andar por aí uns dias mais ou menos a vegetar, mas nos fez para a vida eterna e que precisamos de alimentar esta fome, que precisamos da Eucaristia”.

“Queridos irmãos demos graças ao senhor porque colocou em nós esta fome. Porque que nos deu esta graça de termos fome dele e porque sempre nos dá este pão da vida que é a Eucaristia. Pão que verdadeiramente nos mata esta fome de Deus, de sermos para Ele e com Ele”, concluiu.

No final desta celebração, que o Pe. André Pinheiro disse ser uma forma da “Paróquia da Graça manter viva a devoção a Jesus Eucaristia”, o Santíssimo Sacramento percorreu todo o adro da igreja, devidamente ornamentado com os tradicionais tapetes de flores.