A educação compete à família

D.R.

Uma das grandes barbáries de alguns líderes socialistas, consiste em quererem defender que as crianças não são dos pais, mas do Estado. 

Há uma diferença clara: ensinar é comunicar conhecimento e promover atitudes. Enquanto educar é acompanhar alguém para tirar o melhor de si mesmo e desenvolver-se como pessoa. Convém estar muito ciente de que a escola ensina e a família educa. 

Deixar a educação nas mãos do Estado lembra regimes totalitários e fascistas, que se apoderavam da doutrinação das pessoas de acordo com suas próprias ideologias.

Sendo os pais os responsáveis pelos seus descendentes, por questões biológicas, sentimentais e afectivas, compete-lhes também o dever e o direito de lhes transmitirem o sentido da vida, a orientação religiosa, sexual, tal como a escolha do seu nome, alimentação e orientação moral de acordo com o projecto de família e suas convicções, no pleno desenvolvimento da personalidade, do carácter em condições de liberdade que ajudem a discernir o bem do mal.

A instrução ministrada pelo Estado deve ser neutra em questões de moralidade, de costumes e de ideologia, pelo que a escola pública não pode doutrinar os seus alunos com concepções de sexualidade de qualquer espécie, vertente que compete aos pais que estão encarregados de lhes dar o significado e o sentido que considerarem ser melhor para os seus filhos, com base nas ideias e crenças familiares.

Hoje alguns países estão a implementar, com caracter obrigatório, um processo de engenharia de conduta, impondo a sua ideologia totalitária numa disciplina educacional sobre sexualidade.

É uma verdadeira revolução sexual global, que visa destruir no seu íntimo a pessoa humana como homem ou mulher, numa sexualidade natural e consequentemente o casamento e a família, para dar origem a uma espécie de liberdade sem limites, sem regulamentação, acenando com a miragem de um sexo sem regras, como forma de emancipação total.

É a “eutanásia da liberdade”, em forma de pensamento moderno, um novo totalitarismo em que a luta já não é de classes, mas de sexo, é a banalização das relações interpessoais, onde o outro passa a ser usado como objeto do prazer.

Na natureza está escrita uma lei de moralidade ou conduta, que deve ser respeitada e o direito natural é a gramática da nossa natureza. Ao sermos manipulados pela ideologia de género e transhumanismo, reduz-se o ser humano a um individuo solitário, desvinculado, nómada, desorientado e sem rumo nem nexo.

Este é o desafio para hoje, aqui e agora.

A educação é da família, não menosprezemos esta tarefa, a mais importante da vida dos pais, que não a podem nem devem delegar.