Curral dos Romeiros: D. Nuno desafiou a ser como Nossa Senhora, Rainha do Mundo

Foto: Duarte Gomes

D. Nuno Brás presidiu este sábado, dia 6 de junho, à Eucaristia da festa de Nossa Senhora Rainha do Mundo, padroeira do Curral dos Romeiros, de quem devemos estar mais próximos, deixando que Ela seja rainha do mundo, mas também “rainha da nossa casa, raínha da nossa vida e dos nossos corações”.

Nesta que foi a sua primeira visita a esta paróquia, D. Nuno Brás foi recebido pelos paroquianos e também pelo Pe. Fernando Gonçalves. Neste momento, o Curral dos Romeiros não tem pároco, mas conta com a colaboração dos padres Dehonianos do Colégio do Infante, congregação à qual pertence o Pe. Fernando.

O sacerdote agradeceu a disponibilidade do prelado para esta visita que, de certa forma, marca o final dos trabalhos de manutenção levados a cabo naquele pequeno espaço de culto, nomeadamente de pintura do seu interior e exterior. Estes trabalhos, explicou, resultam do “esforço da comunidade” e sobretudo “de um grupinho de pessoas mais jovens”, que durante a quarentena empreenderam esta empreitada.

Esta visita de D. Nuno foi, por isso, “uma espécie de inauguração dessas obras, feitas com bastante amor e bastante carinho e bastante sacrifício”.

A estas palavras de acolhimento, D. Nuno Brás respondeu com um agradecimento e “uma saudação a todos vós, aqui desta paróquia do Curral dos Romeiros, e de uma forma particular ao Pe. Fernando”, neste dia em que se celebra Nossa Senhora Rainha do Mundo, Ela que como ninguém “fez a vontade de Deus”, foi “discípulo de Jesus Cristo”,  Ela que “nos aponta o caminho e segue à nossa frente” e que deve ser um exemplo para todos nós.

De resto, foi sobre esta necessidade de ter Nossa Senhora como exemplo, como figura de referência, que o bispo do Funchal falou no decorrer da sua homilia. Lembrando que quando dizemos que gostávamos de ser como determinada pessoa, o fazemos porque “essas pessoas reinam nos nossos corações”.

E no coração dos cristãos, explicou ainda D. Nuno Brás, devia reinar efetivamente Nossa Senhora. Ela deveria ser a Nossa figura de referência, porque dois mil anos depois, continuamos a saber quem é que Ela é e a ter “ no mundo inteiro igrejas dedicadas a Ela e procissões”.

Mais: “Onde existe um cristão há uma imagem de Nossa Senhora”. A razão de assim ser, explicava-a o anjo no Evangelho que se acabara de escutar: “Nossa Senhora é a cheia de graça, ou seja, com Ela sentimo-nos bem. Percebemos que Ela é bonita exterior e interiormente, no seu coração. Estar com Ela torna-nos bons, torna-nos melhores do que aquilo que já somos”.

É por isso que “nós cristãos queremos ser como Nossa Senhora, até porque Nossa Senhora foi como Jesus, Nossa Senhora é a melhor discípula de Jesus. É aquela Mulher que realiza em si aquilo que Deus pensou, quando nos pensou a todos. É, de facto, cheia de graça e nós queremos ser como Ela, porque sendo como Ela estamos mais próximos de Deus”.

No final da celebração, a imagem de Nossa Senhora percorreu, de automóvel as ruas da paróquia do Curral dos Romeiros. D. Nuno Brás acompanhou esta procissão e a recitação do Terço, feita ao longo do percurso.