D. Nuno Brás renovou consagração da Diocese ao Imaculado Coração de Maria

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal renovou esta quinta-feira, dia 28 de maio, a consagração da Diocese do Funchal ao Imaculado Coração de Maria. Foi durante uma Eucaristia a que presidiu precisamente na Igreja do Imaculado e com a qual se assinalou os 87 anos (28 de maio de 1933), da renovação da dita consagração.

Uma oportunidade para D. Nuno Brás sublinhar que “queremos renovar essa consagração e ser também nós, cada vez mais, do Imaculado Coração de Maria” e para o prelado “pedir a Nossa Senhora que sempre proteja a nossa ilha de todos os males físicos e espirituais.”

Na homilia, o bispo do Funchal frisou a importância de refletirmos sobre o que é ser cristão e para referir, a esse propósito, que ser cristão não é apenas “cumprir um conjunto de normas e de regras”, mas é muito mais do que isso. É, explicou, “tomar consciência de que a nossa vida, depois do batismo, já não é apenas a nossa vida, mas é a vida de Deus em nós”. E que, tal como a Virgem Maria, “cujo coração se identificou, viveu plenamente o coração de Jesus Cristo”, também nós devemos acolher plenamente a vida de Deus em nós.

Recorde-se que o culto ao Imaculado Coração de Maria na Madeira é anterior a Fátima, e que na primeira metade do séc. XX o mesmo se praticava mais nesta diocese do que nas restantes do país, como resposta ao pedido que a Virgem terá feito à madre Virgínia Brites da Paixão.

Madre Virgínia que também foi lembrada por D. Nuno Brás na sua homilia, tendo este dito não ter qualquer dúvida de que “a Madre Virgínia viveu de uma forma exemplar, de uma forma heroica, no sentido de que viveu de tal forma que se tornou exemplo para todos”.

“Quando nos consagramos ao Imaculado Coração de Maria queremos dizer que colocamos a nossa vida de forma a que Deus possa amar em nós, por nós e connosco. Colocamos a nossa vida à disposição de Deus, para que ele possa viver em nós”, explicou ainda D. Nuno Brás, para logo acrescentar que “esse foi o grande segredo da nossa Madre Virgínia: estar disponível para que seja Jesus Cristo a viver em nós”.