Lançado guia do caminho que liga Braga a Santiago de Compostela

D.R.

O guia ilustrado de bolso “Caminho de Santiago da Geira e dos Arrieiros – Guia visual comentado do património cultural e natural” tem 88 páginas e 117 fotografias acompanhadas de textos sobre o património histórico-cultural e natural do caminho.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja Católica a 28 de março de 2019, pelo deão do cabido da Catedral de Santiago, Segundo Leonardo Pérez López, que certificou “as condições de outros caminhos de peregrinação” e por isso “concede a Compostela” a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

Um dos autores do livro, Carlos de Barreira, considera que “o principal objetivo é que os peregrinos tenham informação sobre os elementos que encontram enquanto caminham. Era uma necessidade apontada por muitos caminhantes, já que sobre a grande maioria (igrejas, pontes, alminhas e outros) existe informação na internet, mas não há em cartazes informativos nos próprios lugares”.

A obra apresenta informações relativas a 50 igrejas, 12 pontes, 12 cruzeiros e alminhas, 7 rios e outros elementos, como paços senhoriais.

“São também abordados os miliários da Geira Romana e outros aspetos muito relacionados com o caminho, como o vinho de O Ribeiro, os arrieiros ou o culto a São Roque”, refere.

O livro escrito em galego, publicado a 26 de janeiro na Amazon (14,14 €), é uma edição em co-autoria de Carlos de Barreira e Jorge Fernández, coordenador da investigação sobre este itinerário jacobeu e também membro da associação Codeseda Viva.

No ano passado este itinerário foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com 8 cada). Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela, a associação Codeseda Viva considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.