Calheta assinala padroeiro

Foto: Silvio Mendes

A paróquia da Calheta tem o Espírito Santo como seu padroeiro. Será assinalado no domingo 31 de maio na Eucaristia que se iniciará às 11 horas na igreja paroquial, presidida pelo Pe. Silvano Gonçalves, pároco da Calheta.

Os irmãos da Confraria do Santíssimo Sacramento que estavam nomeados para sair neste ano nas visitas pascais vão participar na missa.

A recolha do ofertório será feita com a salva e haverá a bênção de um pão no final da Eucaristia.

Devido às restrições impostas pela pandemia neste ano não se realizarão as atividades tradicionais daquela festa: a visita das insígnias do Espírito Santo aos estabelecimentos comercias do centro da freguesia e a bênção dos barcos na marina da Calheta. Também não haverá o arraial.

Foi no ano de 1430 que se constituiu a paróquia da Calheta. Teve a sua primeira sede na capela de Nossa Senhora da Estrela, no Lombo da Estrela, edificada por Diogo Cabral e sua mulher Beatriz Gonçalves da Câmara, filha de Zarco.

Depois passou para uma igreja construída na Vila, cujo o padroeiro passou a ser o Espírito Santo. Desconhece-se o ano da sua construção, mas apenas que esta igreja foi reconstruída em 1639, data gravada na pedra do púlpito, sendo provável que a sua construção date dos finais do séc. XV ou inícios do séc. XVI.

Um templo em que se destaca o teto em estilo “mudajar” ou mourisco, igual ao da Sé do Funchal. Destaque também para o sacrário trabalhado em ébano com primorosas incrustações de prata, que se diz ser oferta do Rei D. Manuel I à vila da Calheta.

No ano de 1960 foram constituídas duas novas paróquias na fre~guesia da Calheta : São Francisco Xavier e Atouguia.