Jovens com Missa aos domingos na Igreja do Colégio

Foto: Duarte Gomes

Os jovens da Diocese do Funchal têm, desde ontem, a possibilidade de participar numa Eucaristia que vai ter lugar todos os domingos, às 21 horas, na Igreja do Colégio. Trata-se de uma celebração promovida pela Pastoral Juvenil da Diocese do Funchal, que vai ao encontro de um desejo do bispo diocesano de ter, com regularidade, uma celebração mais direcionada para os jovens.

Isso mesmo explicou o Pe. Carlos Almada, que presidiu este domingo à primeira destas Eucaristias. De acordo com o assistente espiritual do Secretariado Diocesano de Pastoral Juvenil, “o senhor bispo já tinha muita vontade de começar uma Missa que não fosse de vez em quando, mas que fosse todos os domingos. Uma Missa assim, orientada pelos jovens da Pastoral universitária e da pastoral juvenil da nossa diocese”, que dá a possibilidade aos jovens de “estudar, passar o dia com a família e os amigos e ainda poderem vir à missa às nove da noite”.

Na homilia desta celebração, o Pe. Carlos Almada sublinhou a “grande alegria de começar este novo desafio” principalmente num tempo em que outros desafios surgem, motivados pela pandemia que “até nas igrejas nos mantém distantes uns dos outros, mas bem presentes no verdadeiro significado da Eucaristia”.

Referindo-se às leituras, o sacerdote lembrou que elas alertavam para a presença do Espírito Santo no meio de nós. O Espírito Santo que nos ajuda a mudar as nossas vidas e a fazer maravilhas.  Mas que também continua, dois mil anos depois, a levantar a questão do que é que Deus quer de cada um de nós.

“Há dois mil anos que celebramos a Páscoa, que ouvimos esta palavra de Deus. E podemos pensar que se trata de uma palavra fora de prazo, mas na verdade ela continua muito atual”, explicou o Pe. Carlos, para logo acrescentar que o anúncio que hoje continuamos a fazer nos lembra que nada somos por nós próprios, nada somos sem Deus na nossa vida. E essa presença, sublinhou, tem de ser constante e não apenas “quando as coisas correm mal”.

“A verdadeira felicidade muitas vezes não é a que nós sonhamos, muitas vezes não é a que nós pensamos. Se calhar Deus pode nos introduzir num modo novo de vida que é desafiante, que questiona, que pergunta a cada um como está a sua vida”, explicou, para apelar a que “deixemos que esta presença de Deus seja uma surpresa constante”.

“Esta Eucaristia também pretende ser o lugar onde nós nos deixamos surpreender, onde nós tiramos tempo para perguntar a Deus quem sou eu e para dizer aqui estou diante do meu Criador. Confiemos a nossa vida ao Senhor e a estes que estão ao nosso lado, porque ninguém caminha sozinho e Senhor fala através uns dos outros”, concluiu.