Doentes: a terapia do sorriso

Foto: Vatican Media

Terapia do sorriso

1. O Papa assinalou o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado anualmente a 3 de dezembro, com uma mensagem no Twitter.

“Quantas pessoas portadoras de deficiências e sofredoras se reabrem à vida assim que descobrem que são amadas! E quanto amor pode brotar de um coração graças à terapia do sorriso!”, escreveu.

Em Portugal, o Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência (SPPD), da Conferência Episcopal, desafia as comunidades católicas a construir uma Igreja “mais inclusiva”, com lugar para todos.

“Uma Igreja que acolha a todos como irmãos, que derrube barreiras físicas e psíquicas, que esteja atenta para ouvir cada um na sua singularidade”, assinala em mensagem.

As pessoas com deficiência, atingem “um sexto da população portuguesa”, 

Respeito pela vida

2. O bispo do Funchal presidiu no dia 11 de fevereiro, na capela do Hospital Dr. João de Almada, à Eucaristia com que se assinalou o 28º Dia Mundial do Doente.

D. Nuno Brás frisou que “a vida deve ser acolhida, respeitada e servida”, sobretudo nas situações de fragilidade, que é sempre a situação de um doente. “Nesta situação de fragilidade que é a nossa doença, seja doença passageira, crónica, ou uma doença muito grave, sabemos que não estamos sozinhos.”

Deus “acompanha-nos porque experimentou, porque sabe aquilo que é sofrer em primeira pessoa.” Também Ele, feito homem, “experimentou na sua carne e na sua vida o que é sofrer”.

O bispo diocesano lembrou as palavras do Papa dirigidas a todos os profissionais de saúde e a todos aqueles que acompanham os doentes: “a vossa ação tenha em vista a dignidade e a vida da pessoa, sem qualquer cedência a atos de natureza eutanásica, de suicídio assistido ou supressão da vida, nem mesmo se for irreversível o estado da doença.”

Um amor que fala mais alto

3. Fátima Esteves, uma cuidadora informal, trata da irmã há mais de 20 anos, vive “um amor que fala mais alto”. 

Fátima já cuidou dos pais e assumiu a missão de cuidar  de sua irmã Otília, de 51 anos, com Trissomia 21, acamada há quatro anos.

“Um dia um médico disse-me que, como eu tinha três filhos e ainda cuidava desta irmã, só podia ser um amor maior”, refere. Levanta-se bem cedo para tratar da irmã, da higiene à alimentação, para que durante o dia “a sua menina” vá descansando.

“A Otília é como se fosse adotada, para os meus filhos é como uma irmã, não é uma tia… ”, afirma. A viver no Outeiro do Louriçal, os “dias são pesados” para Fátima, porque um problema de saúde tem-lhe tirado as forças, o que a faz interrogar-se sobre o futuro. 

“Eu ando bastante debilitada, e não há vagas, ‘procure noutro sítio’, dizem… Eu não sou rica, o que faço à Otilia? Dedico-me a ela, o que me dói mais é quando eu não arrastar as pernas…”, lamenta.

O sorriso está presente na conversa com Fátima, mulher de fé e oração, “confiante em Deus”, sente que “nasceu para sofrer e cuidar”.

Tornou-se membro da Associação Nacional de Cuidadores Informais porque sentiu “essa necessidade” e acredita que o estatuto de cuidador “pode vir a melhorar” um pouco a sua vida.

Cuidar dos doentes

4. O bispo da Guarda assinalou o Dia Mundial do Doente, celebrado pela Igreja Católica, com uma mensagem em que apela ao cuidado com todos os que se sofrem.

“Cuidar dos seus doentes é uma obrigação de todas as comunidades”, escreve D. Manuel Felício. Alerta contra a “cultura da indiferença”, que desvia o olhar das situações de dor das pessoas.

 “Consideramos um imperativo de humanidade que os nossos doentes sejam devidamente atendidos, visitados, valorizados e respeitados principalmente por viverem situações especialmente visíveis de dependência e fragilidade”.

A mensagem do bispo da Guarda destaca a importância dos voluntários no acompanhamento de quem sofre e saúda os profissionais de saúde, “reconhecendo o mérito do trabalho que diariamente realizam”.