‘O Pai Laurindo’ perpétua memória do responsável pela vinda dos Salesianos para a Madeira

Foto: Duarte Gomes

O papel do Pe. Laurindo Pestana na chegada à Madeira dos Salesianos é abordado no livro infantil ‘O Pai Laurindo’ que foi apresentado esta terça-feira, 11 de fevereiro, no Museu da Eletricidade – Casa da Luz.

Com texto de Graça Alves e ilustrações de Sílvia Marta, a obra é editada pela Fundação Salesianos e com ela pretende-se dar a conhecer aos mais novos quem foi este homem que esteve na génese da criação da Escola Salesiana de Artes e Ofícios.

Entre as diversas figuras convidadas para a apresentação deste livro esteve o bispo diocesano que sublinhou a importância dos valores e de os passar aos mais novos, mostrando-lhes que “não são coisas abstratas”, mas “realidades que se vivem”. E a melhor forma de o fazer é, de facto, dar-lhes a conhecer figuras de “homens e mulheres que mostram que é possível viver de forma diferente e fazer a diferença”. De tal forma que alguns até “sintam uma espécie de santa inveja e queiram ser como as pessoas de quem se fala”.

Neste aspeto, lembrou o prelado, “a nossa Ilha é muito rica: temos a Irmã Wilson, a Madre Virgínia e o Pe. Laurindo, que são uma dessas pessoas que encarna esta capacidade e que se torna para todos uma espécie de farol que mostra o caminho e que mostra que é possível e que a todos dá este entusiasmo e esta vontade de ser como ele”.

Já a autora da obra, Graças Alves, começou por agradecer a presença de tanta gente nesta apresentação sublinhando que, em seu entender, essa presença “é sinónimo desta gratidão que temos todos relativamente ao Pe. Laurindo e aos Salesianos que vão construindo futuros e a dar esperança”. 

Para si, disse, foi “uma honra aceitar o convite do Pe. Marcelino, para escrever sobre este homem de quem oiço falar desde pequena como sendo um homem bom, um santo, um pai, um homem que ajudou a mudar o futuro da Madeira”. 

Recordou que estamos a falar da primeira metade do século XX, “um tempo que se segue às Guerras, de um tempo de muita dificuldade, de muita pobreza, de muitos miúdos sem pais, sem casa, sem pão”. O Pe. Laurindo, frisou, teve “a capacidade de ir ao encontro desta gente”. Daí a importância deste que considerou “um modesto contributo”, para não deixar morrer a memória de um homem que ajudou a mudar tantas vidas.

Por seu lado, o presidente do Governo Regional, outro dos oradores da tarde, frisou a importância da “obra inestimável dos Salesianos na nossa terra, importantíssima em termos de educação” na Madeira.

“Um homem dotado de princípios filantrópicos que, após criar a Escola de Artes e Ofícios, quando começa a se aperceber do fim da sua vida, vai buscar uma instituição como os Salesianos, para dar continuidade a esse trabalho”, foi como Miguel Albuquerque se referiu ainda ao Pe. Laurindo e à sua obra.

O governante aproveitou ainda para falar da questão do apoio do Governo ao ensino privado, considerando fundamental “preservar a liberdade de escolha das famílias em colocarem os seus filhos nos estabelecimentos de ensino que entenderem” e salvaguardando que o facto de os Salesianos “continuarem a ser uma escola de excelência na Madeira, deve-se a continuarmos a assegurar nesta terra essa liberdade de escolha”.