Dia Mundial do Doente: Bispo do Funchal lembra que a vida deve ser “respeitada e servida, sobretudo nas situações de fragilidade”

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu esta terça-feira, dia 11 de fevereiro, na capela do Hospital Dr. João de Almada, à Eucaristia com que se assinalou o 28º Dia Mundial do Doente. 

D. Nuno Brás aproveitou a celebração para frisar que “a vida deve ser acolhida, tutelada, respeitada e servida, sobretudo nestas situações de fragilidade, que é sempre a situação de um doente” e para “apelar, de uma forma muito particular aos profissionais de saúde, para que vejam Jesus Cristo no nosso irmão doente e sejam para ele também a presença de Jesus”.

Na homilia desta Missa, concelebrada pelos bispos eméritos. D. António Carrilho e D. Teodoro de Faria e transmitida em direto a partir do portal do SESARAM, D. Nuno Brás começou por frisar que “este dia convida-nos sempre a tomarmos consciência de que, no meio das nossas doenças, no meio dos nossos sofrimentos não estamos sozinhos”.

Na verdade, “nesta situação de fragilidade que é a nossa doença, seja ela uma doença passageira, seja ela uma doença crónica, seja ela uma doença muito grave, em que parece que o mundo inteiro foge de nós, nós cristãos queremos tomar consciência, queremos dizer que não estamos sozinhos, queremos perceber que Deus está connosco, que nunca nos abandona”.

Aludindo à mensagem do Papa Francisco para este dia, D. Nuno lembrou que Deus “acompanha-nos porque experimentou, porque sabe aquilo que é sofrer em primeira pessoa.” Também Ele, feito homem, “experimentou na sua carne e na sua vida tudo aquilo que é sofrer. Ele próprio se tornou frágil”.

Como diz o papa, citou D. Nuno, a doença coloca quem sofre “sob o olhar de Jesus”, e por isso “Ele cuida de uma forma muito particular daqueles que vivem esta experiência do sofrimento e da doença”. E voltou a citar Francisco, quando este diz que os doentes “como que atraem o olhar e o coração de Jesus. Daqui vem luz para os vossos momentos de escuridão, a esperança para o vosso desalento”.

O bispo diocesano lembrou ainda que na sua mensagem o Santo Padre não se dirige apenas aos doentes, mas também a todos os profissionais de saúde e a todos aqueles que acompanham os doentes. E voltou a citar: “Queridos profissionais da saúde, qualquer intervenção diagnóstica, preventiva, terapêutica, de pesquisa, tratamento e reabilitação há de ter por objetivo a pessoa doente, onde o substantivo «pessoa» venha sempre antes do adjetivo «doente». Por isso, a vossa ação tenha em vista constantemente a dignidade e a vida da pessoa, sem qualquer cedência a atos de natureza eutanásica, de suicídio assistido ou supressão da vida, nem mesmo se for irreversível o estado da doença.”

Neste dia em que a Igreja celebrava também a Festa de Nossa Senhora de Lourdes, o prelado lembrou que “também Ela continua a chamar a atenção de Jesus para a nossa situação”. Terminou por isso pedindo para que “Ela sempre interceda por nós, e sempre nos ajude a fazer a vontade do Senhor e a olhar para a nossa doença não como uma realidade inútil, mas como uma realidade de salvação nossa e do mundo que está à nossa volta”.

De referir que este Dia Mundial do Doente, foi ainda assinalado com a celebração de uma outra Eucaristia, na parte da manhã, na capela do Hospital Dr. Nélio Mendonça, presidida pelo novo capelão do hospital padre Bonifácio Santos. 

Ambas as celebrações reuniram largas dezenas de pessoas entre doentes, profissionais de saúde, cuidadores/familiares e voluntários. Marcaram também presença nestes dois momentos elementos da Secretaria Regional da Saúde e Proteção Civil, Conselho de Administração, da Direção Clínica e da Direção de Enfermagem do SESARAM.

Na Eucaristia do João de Almada, promovida pelo Secretariado Diocesano da Pastoral da Saúde estiveram ainda presentes, para além de utentes da instituição, outros vindos da Casa de Saúde Câmara Pestana, do Centro Paroquial de São Bento, da Casa de Saúde São João de Deus e da Associação de Desenvolvimento Comunitário do Funchal.