Biopolítica

D.R.

Por Maria Susana Mexia

A Biopolítica é uma política ao serviço da vida e da dignidade, para as pessoas que fazem parte da nossa sociedade. É uma busca de discernimento sobre o impacto de algumas políticas na Dignidade Humana.

A dignidade é uma característica inerente ao ser humano, sendo inata, ontologicamente anterior e superior, ultrapassando-o, porém, é em sua consequência, que é reconhecida ao Homem uma dimensão que o coloca acima de outras realidades, lhe dá a primazia de ser uma Pessoa e o distingue dos outros seres vivos.

Décadas volvidas em que foram estrategicamente elaborados e concretizados os maiores atentados à vida e dignidade do ser humano, um pouco por todo o mundo, por questões políticas, religiosas, ateias ou demográficas, não podemos ignorar como alguns conceitos foram transformados ou deturpados para fazer sentido uma ausência de bom senso, equilíbrio ou a desonestidade de implementar uma pseudo dignidade, distorcida, forjada, manipulada e perigosamente sedutora. 

Quando nos Parlamentos é discutida a vida humana, o seu princípio e o seu fim, os custos que acarretam, os encargos a que obrigam, torna-se premente pensar e agir sobre qual o futuro da humanidade, dentro destes contextos políticos, económicos e sociais.

Recordemos que o valor do Homem não lhe é dado pelos outros homens, não é uma mera questão de quantidade ou qualidade e não pode, nem deve ficar pendente de opiniões relativistas, subjectivas ou partidárias. 

O ser humano é um valor em si próprio, não é um meio, mas um fim, tem um valor que lhe é inerente, devido ao facto único de ser membro da família humana e ter uma natureza racional. A dignidade está contida no conjunto de valores que caracterizam a humanidade e nos impede de usar o outro homem como uma coisa, objecto ou instrumento para atingir os nossos objectivos. 

Ao tomarmos consciência dessa realidade, hoje, aqui e agora, cumpre-nos defender na íntegra, sem o recurso a falsos conceitos ou argumentos tergiversados, que a consciência humana da dignidade nos pertence por excelência, devendo-a exigir, implementar e praticar, levando todos a considerar que não o fazer, é permitir que alguns actuem sem dignidade para consigo e com o seu semelhante, com repercussões nocivas em toda a sociedade.