São Sebastião: Pe. Carlos Almada convidou fiéis a refletir sobre o que é ser cristão e as suas implicações 

Foto: Duarte Gomes

Apesar do dia litúrgico de São Sebastião se assinalar esta segunda, dia 20 de janeiro, foi este domingo que em Câmara de Lobos se fez a festa do padroeiro. A celebração foi presidida pelo Pe. Carlos Almada e concelebrada pelo Pe. Manuel Neves, pároco de São Sebastião, e pelo Pe. Eleutério de Ornelas.

Na homilia o sacerdote começou por agradecer o convite para presidir a esta “grande festa” em louvor de São Sebastião, ainda por cima estando ladeado por dois sacerdotes com mais experiência e sabedoria, e para sublinhar que esta festa em honra do mártir São Sebastião, seria sempre grande mesmo que “fossemos só cinco dentro da Igreja a celebrar a Eucaristia”.

De resto, frisou, “se olharmos bem para dentro da igreja tudo ainda é festa. Ainda temos o presépio e as luzes do Natal”. São disse “sinais da nossa vida, da nossa fé” que nos ajudam a preparar a Festa. Resta agora saber, quando voltarmos ao nosso dia a dia, como vai ser. 

Depois de referir que “há pessoas que vivem só de festa”, o Pe. Carlos sublinhou que nessas circunstâncias de constante alegria é fácil ser cristão. O problema é quando as coisas correm menos bem. Aí, tudo se complica e por vezes a fé é posta em causa por nós e pelos outros, embora Deus nunca tenha prometido que seria fácil ser cristão.

“Deus não nos prometeu, não nos deu a certeza, de que não nos correria nada de mal na nossa vida. Agora, se calhar com Cristo a nossa vida toma outra proporção e a nossa visão sobre os momentos de festa, mas também sobre os momentos duros da nossa vida, eleva-se a Deus, muda e mudam também as nossas atitudes”, disse.

A questão está, pois, em cada um perceber o que “faz com a sua vida”, o que “leva da Igreja” e de “ser cristão” para a sua vida e a dos outros, tal como aconteceu com São Sebastião, que sempre soube que “vivendo em Cristo a vida tinha outro vigor”. 

Mesmo numa altura em que os cristãos eram perseguidos, “ele não teve medo de ser cristão” e de acreditar que “com Cristo eu vencerei, com Cristo eu reinarei e com Cristo a minha humanidade transforma-se, realiza-se de outra forma”. 

Apesar de desejarmos que não seja preciso, como São Sebastião, darmos a nossa vida por causa da fé, a verdade é que temos de pensar muito bem no que é isto de ser cristão e nas responsabilidades que tal acarreta. A responsabilidade de sermos amados, incondicionalmente, por alguém que deu a vida por nós.

É por isso que a festa exterior, que normalmente se faz nestas ocasiões, devia ser “a continuação desta alegria que vivemos por sermos cristãos, por termos alguém que nos ama”, disse o sacerdote, para logo acrescentar que, perante esta realidade, é preciso mudarmos verdadeiramente a nossa vida, e sermos de facto testemunhas de que a vida com Cristo faz mais sentido.

Depois da Eucaristia da Festa, organizada pela Confraria do São Sebastião com o apoio de diversas pessoas e entidades, conforme referiu e a quem agradeceu o seu presidente, Filipe Freitas, saiu a procissão. O andor foi levado, em ombros, por elementos dos Bombeiros Voluntários de Câmara de Lobos e o compasso foi marcado pela Banda Municipal.

Hoje a festa prossegue com Novena e Missa a partir das 18:30 horas.