Paróquia do Imaculado: Bispo presidiu Eucaristia da festa Batismo do Senhor e à celebração dos 25 anos de ordenação do Pe. João Carlos

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu este domingo, dia 12 de janeiro, a uma Eucaristia na Igreja do Imaculado Coração de Maria que assinalou a festa do Batismo do Senhor, com a qual se encerra o ciclo do Natal e em que regressamos ao Tempo Comum até ao início da Quaresma.

Esta celebração, que começou precisamente com o rito da aspersão, foi também uma forma de assinalar os 25 anos de ordenação sacerdotal do Pe. João Carlos, pároco do Imaculado Coração de Maria e do Livramento, “um dos sacerdotes que fez parte do primeiro grupo que eu acompanhei no Seminário dos Olivais” e ainda a passagem do primeiro ano da nomeação de D. Nuno Brás como bispo do Funchal.

Na homilia, o prelado convidou a assembleia a refletir sobre o próprio Batismo, frisando que “devemos dar graças a Deus todos os dias por sermos batizados” e que devemos olhar para o nosso Batismo não como algo que aconteceu há muitos anos, mas antes como “uma realidade que marca a nossa vida hoje”. 

Jesus quis ser batizado por João Baptista no rio Jordão, como nos recorda o Evangelho que termina com a seguinte frase «Este é o Meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência». A propósito, o prelado frisou que “estas palavras que o Pai diz acerca de Jesus podem ter dois sentidos. Por um lado, são de um Pai que olha para um filho e que diz, de facto, este é o meu filho. Um pai que olha para um filho e reconhece nele o Seu amor, o amor de pai”. Mas também pode ser visto como uma espécie de “apresentação de Jesus a todos nós, como que a dizer: este é o meu Filho, escutai-o”.

“Jesus não precisava de receber o Batismo”, lembrou ainda D. Nuno, mas “Ele próprio quis fazer este gesto para mostrar que nós devemos ser batizados, nós sim devemos ser lavados, nós sim devemos ser purificados, nós sim precisamos de mudar de vida”.

É por isso, prosseguiu, que “é tão importante nós olharmos para o nosso Batismo, não apenas como uma realidade que aconteceu há tantos anos, quando eramos pequeninos, mas como uma realidade que marca a nossa vida hoje”.  Quer dizer, que “não fomos apenas batizados num dia distante, mas somos batizados hoje”. Quer dizer “vivemos com Deus e Deus vive connosco”. E quando Deus olha para cada um de nós, “não vê apenas o João, a Maria, o Nuno, mas vê o Seu filho Jesus Cristo”. 

É por isso, lembrou, que “Ele olha para nós com o mesmo amor que olhou para Jesus Cristo”. É assim, disse, “que Deus nos olha, mesmo quando fazemos o pecado”. É por isso, frisou, que é tão bom sermos batizados e podermos viver esta vida nova que é Jesus Cristo”. Tão bom que, “não o podemos deixar de anunciar, de o proclamar, de dar graças a Deus todos os dias por sermos batizados, porque em nós corre a vida de Jesus Cristo e a nossa vida já não é simplesmente nossa, é a vida de Jesus Cristo em nós”. Como dizia São Paulo: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em Mim». É esta “a maravilha de sermos batizados”. 

“Aprendamos verdadeiramente a viver como batizados. Deixemos que seja Jesus Cristo a viver em nós, que seja Ele a olhar, a escutar, a falar, a amar. Esse é o caminho. O caminho da vida nova, o caminho da salvação”, pediu. 

Finalmente, D. Nuno fez outro pedido à assembleia. Pediu que se desse “graças a Deus” pelo dom do sacerdócio do Pe. João Carlos, que foi ordenado há 25 anos. “Queremos agradecer ao Senhor tudo aquilo que Ele fez pelo seu povo através dele” e “pedir ao Senhor que ele continue, ao menos por mais 25 anos, como pastor, como sacerdote, nesta nossa Diocese do Funchal. Ele faz parte também deste povo de batizados e foi escolhido pelo Senhor para ser Sua presença especial no meio do seu povo”.

A estas palavras, e à própria presença do bispo diocesano na celebração, o Pe. João Carlos reagiu com “alegria e gratidão”, frisando que se tratou de “um gesto bonito, que eu gravo no fundo do coração”. 

A celebração oficial destes 25 anos de sacerdócio estava, na verdade, reservada para a parte da tarde deste domingo, no Livramento, mas na impossibilidade de marcar presença nessa hora, D. Nuno não quis deixar de se associar a um momento tão especial. Um facto que sensibilizou o sacerdote que disse ter procurado, ao longo destes 25 anos, pôr em prática a frase que havia sido anteriormente citada pelo prelado e que dizia “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.