D. Nuno Brás desafiou finalistas da APEL a serem protagonistas na construção de um mundo melhor

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu na tarde deste sábado, dia 7 de dezembro, à Eucaristia da bênção das capas dos alunos da APEL que, como é hábito, teve lugar na igreja paroquial de Nossa Senhora do Monte.

Nas palavras iniciais que dirigiu aos cerca de 200 jovens finalistas, o prelado frisou que o dia era de festa, mas também de compromisso com o futuro. Por isso mesmo, pediu aos jovens para que, “se comprometessem que o saber que já adquiriram e o que vão adquirir, nunca servirá para fazer a guerra, mas sempre para construir um mundo novo e um mundo melhor”.

Na homilia, D. Nuno Brás voltou a falar precisamente da necessidade dos jovens “olharem para o futuro” e olhar “no sentido de criar um mundo melhor”. É que, disse o prelado, “neste momento a humanidade está a viver um drama que é este: muito possivelmente o progresso não é uma necessidade”. 

Todos nós, disse o bispo diocesano, estávamos “habituados a que o dia de amanhã fosse melhor que o de ontem; estávamos habituados a que o mundo de há 50 anos fosse melhor do que o de hoje. Neste momento, chegamos à conclusão que não é necessariamente assim e que é bem possível que o mundo de amanhã seja pior do que o de hoje”.

A tarefa de que assim não seja, frisou, é “uma tarefa que cai sobre os vossos ombros. Essas capas que pesam sobre os ombros, e é bom que pesem, são capas que vos mostram a responsabilidade por aquilo que vocês aprenderam e a responsabilidade por aquilo que é o mundo que vocês vão construir”.

O prelado pediu ainda aos jovens, que enchiam por completo a igreja do Monte, para que “tirem as lições da história do século XX”, durante a qual se tentou “construir um mundo melhor sem Deus”. O Marxismo, o Nazismo, explicou, foram tudo tentativas vãs de construir esse mundo, e vãs porque o mundo melhor “ou se constrói com Deus ou contra o ser humano”.

Finalmente, D. Nuno Brás pediu aos jovens para que atentem na figura de mulher que, de há dois mil anos a esta parte está presente neste nosso mundo ocidental”. Uma figura de “uma mulher real”, que não tem nada de “mitológico, de sonho, de ideal”, mas que “atravessa toda a nossa civilização e à luz da qual a nossa civilização foi construída”. É por isso que “aquilo que nós queremos ser é como a Virgem Maria, como Nossa Senhora. Ela é de facto a grande imagem, que está presente em todo o mundo ocidental, da Madeira à Rússia e para além dela, como figura daquele ser humano que serve de exemplo, serve de matriz para o nosso mundo, serve de matriz para aquilo que queremos ser, serve de matriz para aquilo que queremos construir”.

Neste contexto, o bispo diocesano convidou os jovens finalistas para que construam esse mundo melhor “tomando como matriz Nossa Senhora”, especialmente nestes momentos conturbados em que vivemos. 

“Sejam protagonistas dos momentos decisivos que estamos a viver na história do mundo. Não queiram ficar de braços cruzados, não queiram que a história diga depois que os alunos da APEL foram insignificantes para a história do mundo. Tenham a ousadia de ser protagonistas decisivos e construção deste mundo melhor com Deus e à imagem de Nossa Senhora”, concluiu.

De referir que coube ao Pe. Fernando Gonçalves, Diretor Geral da Associação Promotora do Ensino Livre (APEL), não só as palavras de apresentação dos jovens, logo no início da Eucaristia, mas também as de encerramento. 

Numa e noutra ocasião agradeceu a todos por este momento tão importante para os jovens, nomeadamente ao bispo do Funchal, que presidiu pela primeira vez a esta cerimónia, e a todos aqueles que contribuem para que o projeto de vida destes alunos se faça precisamente com responsabilidade, ideais e valores, mas também com Deus e a Imaculada Conceição, padroeira da Escola da APEL. 

Terminada a Eucaristia ainda houve tempo para a habitual fotografia de grupo.