Solenidade do Cristo Rei: D. Nuno exortou fiéis a se deixarem salvar por Jesus e assim ajudar a salvar o mundo

Foto: Duarte Gomes

Foi debaixo de uma chuva copiosa que no passado domingo, dia 24 novembro, se celebrou a solenidade do Cristo Rei, com uma Eucaristia junto ao monumento existente no Garajau.

Este ano, e pela primeira vez, esta celebração foi presidida por D. Nuno Brás, que na sua breve homilia começou por lembrar que todos os dias, seja através dos meios de comunicação social ou noutras circunstâncias, ouvimos muitas vezes o “salva-te a ti mesmo” e “os outros que se salvem a si mesmos”. Esta foi também, lembrou, “a última, a maior” tentação colocada a Jesus. Mas Ele não o fez. 

“Jesus não se salva a si mesmo. Jesus salva os irmãos. Jesus salva toda a humanidade. E por isso Ele pode, verdadeiramente, ser O nosso rei, quele que nos conduz”, frisou o prelado.

D. Nuno Brás disse ainda que “Jesus não nos dá uma ideia daquilo que o ser humano deve ser, nem nos apresenta um conjunto de doutrinas acerca daquilo que o ser humano deve ser. Jesus vive e vive para os outros e para Deus”. 

Neste contexto, prosseguiu, “aquela salvação de que nós precisamos, que todos precisam, é esta salvação de Jesus, este Jesus que nos conduz, que abre esta porta, que realiza esta ponte entre Deus e o homem e que connosco nos faz entrar na vida de Deus e que connosco e em nós nos ajuda e nos faz ser uma nova criatura, que vive com Jesus, para Deus e para o serviço dos irmãos”.

O prelado terminou, pedindo à assembleia que pedisse ao Senhor que “Ele nos ajude a nos salvarmos, não a nós mesmos, mas a deixarmo-nos ser salvos por Jesus e que Ele nos ajude a que com Jesus, em Jesus e por Jesus também nós participemos na salvação deste mundo que é o nosso”.

No final da Eucaristia, antes da bênção, coube ao cónego Rui Pontes, pároco do Caniço, agradecer “a todos os que persistiram”, apesar das condições climatéricas, a todas as “conferências de São Vicente de Paulo espalhadas pela nossa diocese, que vão sendo expressão dessa caridade, dessa união com Deus, através da proximidade com os irmãos”. O pároco do Caniço agradeceu ainda aos jovens que animaram a celebração, aos sacerdotes presentes, ao bispo diocesano e às várias instituições públicas que colaboraram para que esta celebração fosse possível, nomeadamente à Câmara e à Junta que cederam o palco e trataram do som. 

Recorde-se que estas celebrações voltaram a ser organizadas pelo Conselho Central do Funchal da Sociedade de São Vicente de Paulo, em colaboração com a Conferência Vicentina de Santo Antão e com a Paróquia do Caniço.