D. Nuno presidiu à Eucaristia dos 25 anos do Agrupamento 1082 – Santa Cecília 

D.R.

O Agrupamento de Escuteiros 1082 – Santa Cecília completou, no passado dia 4 de novembro, 25 anos de atividade. Entre os muitos momentos que assinalaram a data, destaque para a celebração de uma Eucaristia, na Igreja de Santa Cecília, presidida pelo bispo do Funchal.

Um momento que D. Nuno Brás aproveitou para, em referência às leituras, dizer aos jovens escuteiros que sejam como Zaqueu sempre disponíveis para acolher Jesus na sua ‘casa’.

Zaqueu, explicou o prelado, sendo chefe dos que cobravam impostos não era bem visto e muito menos querido pelas gentes de Jericó. Um dia, à passagem de Jesus, procurou vê-lo mais de perto. Como era de baixa estatura subiu a uma árvore. Jesus, ao passar pelo publicano, mandou que descesse porque iria ficar na sua casa.  

A atitude causou espanto. O mesmo, disse D. Nuno, que causaria hoje “se o Papa ficasse na casa de uma dessas pessoas que se vê nos telejornais e de quem se diz que roubaram milhões”. Mas Jesus tinha um propósito resumido na frase que Ele diz no final: “o Filho do Homem, ou seja, Jesus, veio procurar e salvar quem andava perdido”. Quer isto dizer, acrescentou o prelado, que “Deus anda à nossa procura. Deus anda à procura do Zaqueu que existe em nós. E todos nós temos um Zaqueu mais ou menos escondido.” E anda à procura “para nos salvar”, porque “a vida de Zaqueu não era vida, não valia nada” e só quando Ele vive em nossa casa, a nossa vida ganha novo sentido.

“Um agrupamento do CNE, de escuteiros católicos, é um lugar onde se dá este encontro entre Deus e cada um dos escuteiros”, explicou ainda o bispo diocesano que pediu aos jovens, e restante assembleia, que tenham “coragem”, porque “aquilo que aconteceu a Zaqueu é o que acontece a cada um de nós: Deus anda à tua procura, quer ficar na tua casa quer morar dentro de ti. Deixa que Ele te encontre, não tenhas medo”.