Senhora da Consolação: D. Alfredo Caires exortou fiéis a não terem medo de viver a beleza da vida cristã

Foto: Duarte Gomes

Em Dia de Todos os Santos celebrou-se também a festa em honra de Nossa Senhora da Consolação, na capela da mesma evocação, no Caniço. A celebração foi presidida pelo bispo de Mananjary, em Madagáscar, o madeirense D. Alfredo Nóbrega Caires.

Na homilia, o prelado começou por convidar a assembleia, que enchia por completo a pequenina ermida, a exultar de alegria com “todos os santos, todos aqueles que nos precederam na estrada da perfeição e no caminho da vida eterna”. 

É um dia disse D. Alfredo Caires em que “nós cristãos temos de ter a coragem de ver o bom, o belo da Igreja que é a santidade”. A Santidade que, acrescentou, a santidade que está também ao nosso alcance, porque “estamos todos convidados a ser santos”. De resto, lembrou “pelo Batismo somos santificados”, tornamo-nos filhos de Deus e temos de repetir, rezar, essa realidade muitas vezes. Podemos não ter nada de material, frisou, mas temos essa grande sorte de “sermos filhos de Deus, filhos do grande Senhor que nos chama à santidade”. 

Neste ano missionário, lembrou, muitas vezes fomos “confrontados com esta verdade” e sobretudo “convidados a anunciar” essa realidade.

Quanto a Nossa Senhora da Consolação, lembrou que “ela consola os nossos corações mesmo nos momentos mais tristes, nos momentos mais difíceis, nas situações mais desagradáveis da nossa sociedade e do nosso mundo”, merecendo também ser exultada nesta hora. E Maria é “a santa por excelência, a bem-aventurada”, a “Mãe que está no nosso caminho para nos consolar” e para nos “fazer cristãos a valer”, que o mostram nas suas ações de cada dia, sem receios e sem vergonha.

Apesar de reconhecer que não é fácil, nos dias de hoje, dizermos que somos cristãos, é preciso que o façamos. Sobretudo os jovens, disse D. Alfredo Caires, têm de ter essa coragem de assumir que são cristãos, que vão à aula de Religião e Moral, que vão à Igreja e à catequese.

“Nós temos medo de viver esta beleza da vida Cristã e da santidade”, frisou o bispo de Mananjary, que exortou os fiéis a porem de lado esse medo “desenvolvendo no coração o desejo de fazermos estrada para a vida eterna, para a santidade.” 

Nossa Senhora está “na nossa vida para nos ajudar” nesse caminho e não apenas para nos consolar ou nos ajudar “quando precisamos de algum milagrinho, porque algo não vai bem na nossa vida”. Por isso, devemos tê-la presente também nos momentos bons, para os tornar ainda melhores, tal como queremos ser na nossa vida: sempre melhores. E esse caminho com Maria faz-se rezando, nomeadamente o terço, porque ele “ajuda-nos a entrar na vida de Deus” meditando, de forma simples, na sua palavra.

Terminada a Eucaristia, seguiu-se a procissão, com o andor de Nossa Senhora da Consolação a ser levado por quatro senhoras, do grupo de mordomas da festa, cuja Eucaristia foi também concelebrada pelo cónego Rui Pontes, pároco do Caniço.