D. Nuno presidiu à Eucaristia que assinalou aniversário da dedicação da Sé 

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu esta sexta-feira, dia 18 de outubro, na Sé do Funchal, a uma Eucaristia que assinalou mais um aniversário da dedicação da catedral.

Logo no início da celebração, que contou com a presença de vários sacerdotes, do bispo emérito D. Teodoro de Faria e do bispo de Mananjary, em Madagáscar, o madeirense D. Alfredo Nóbrega Caires, o prelado começou por “dar graças a Deus por aquilo que estas pedras significam”, mas “sobretudo graça as Deus porque vivemos nesta igreja construída por pedras vivas, verdadeiro templo do Senhor, Sua presença no meio do mundo”. 

Já na homilia, depois de referir que “ainda necessitamos destes templos de pedra, que nos “recordam precisamente quem somos e que Deus não nos abandona” , o prelado frisou que é o Batismo que nos torna “templo vivo do Deus vivo”. 

“O Batismo transforma-nos em templos de Deus e confere-nos uma missão: a de sermos a presença transbordante de Deus no meio da cidade. A mostrar e a conferir um novo sentido à vida de todos quantos partilham connosco a existência”, disse D. Nuno, para logo acrescentar que essa presença tem de ser “iluminadora, animadora, próxima, cheia de esperança”.

Numa referência direta à Sé e à data que se estava a assinalar, o prelado lembrou que, mais do que celebrar, neste momento “importa que nos perguntemos quem somos nós que nos reunimos aqui, e nos outros tantos templos da nossa diocese” e “que missão temos”. A resposta não se fez esperar: “Somos cristãos, membros do corpo de Cristo, pedras vivas do templo definitivo de Deus  e temos a missão de cheios do Espírito Santo, que recebemos no Batismo, contagiarmos com a vida de Deus a existência de tantos que ainda não o conhecem e que por isso não conhecem a felicidade de ser de Cristo, e ser cristão”.

D. Nuno terminou apelando à assembleia para que peça ao Senhor “que tal como sucede há 502 anos a esta parte também nós sejamos capazes de ser os missionários que, Cristo o templo definitivo e verdadeiro de Deus, o espera aluvião que enche de vida divina a cidade dos nossos contemporâneos e transforma a sua vida salubre em torrente que dá fruto abundante”

Quatro novos cónegos

No final da Eucaristia, tal como o Jornal da Madeira já noticiou, D. Nuno Brás anunciou que a Diocese do Funchal, passa a ter quatro novos cónegos. São eles o Pe. Rui Pontes, o Pe. Marcos Gonçalves, o Pe. Toni Sousa, e o Pe. Manuel Ramos. 

Os novos cónegos, explicou D. Nuno, passam a integrar o Cabido da Sé: “Quando no dia 12 de junho de 1514 com a bula ‘Pro excelente praeminentia’, o Papa Leão X criou a nossa Diocese do Funchal, foi igualmente criado o cabido da catedral. Trata-se de um conjunto de sacerdotes que tem como finalidade promover e ordenar as celebrações da catedral, cuidar do seu património e aconselhar o bispo diocesano enquanto colégio dos consultores de acordo com o código do direito canónico”, afirmou o Bispo do Funchal.

Neste momento, frisou D. Nuno Brás, “o cabido da nossa catedral é composto por 6 cónegos capitulares e 4 cónegos jubilados. Torna-se, portanto, necessário dotar este colégio, essencial na vida da Diocese, de novos membros a fim de que ele possa desempenhar bem as suas funções”.