Tomadas de Posse: Sacerdotes contam com as novas comunidades para continuar a fazer caminho

D.R.

No passado fim de semana, dias 14 e 15 de setembro, várias paróquias receberam, como estava previsto, os seus novos párocos. Assim no sábado, dia 14, houve festa na Paróquia do Rochão, onde o Pe. Óscar Andrade tomou posse, na missa das 17 horas, e mais tarde na paróquia da Camacha, na missa das 19:30 horas. Em ambas as Eucaristias e para além de outros sacerdotes, marcou presença o vigário geral, cónego Fiel de Sousa.

Também no sábado, o Pe. Hugo Gomes tomou posse da Paróquia do Espírito Santo (Porto Santo) na missa das 17:30 horas e da paróquia da Piedade (Porto Santo) na missa das 19:30 horas. Estas Eucaristias foram presididas pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás.

O Pe. Hugo Gomes deixou algumas palavras aos seus novos paroquianos, as quais são certamente idênticas, no sentido e na motivação, às que os outros seus colegas nomeados para assumir novas comunidades, têm feito eco. 

Assim, disse que este foi “um desafio que lhe foi lançado” pelo bispo diocesano, aceite com o sentido de que o sacerdote está para servir e para fazer caminho com aqueles que fazem a comunidade para onde é enviado. “Sozinho não vou fazer muita coisa”, disse para logo acrescentar que “só vou fazer aquilo que me ajudarem a fazer”. 

O presbítero que recordou a longa história do Porto Santo, que pode e deve continuar a ser construída com o trabalho de todos, até porque, lembrou “a Igreja não é o senhor padre, mas são todos vós que estais aqui hoje, e os que vão estar amanhã, depois de amanhã e por ai adiante”. E, frisou, “que ninguém pense que se não vier não vai fazer falta, porque para Deus aquele canto vai continuar sempre vazio”.

Já D. Nuno Brás pediu às pessoas para que rezem pelos sacerdotes, os que ali estavam  e todos os outros. Aliás em relação ao Pe. Hugo, pediu aos paroquianos para que mantenham com ele uma relação cordial, mas sempre frontal, dizendo-lhe “o que ele faz bem e eventualmente o que acham que ele fez menos bem, rezando, num e noutro caso, uma oração”.

Antes, na homilia, o prelado falou da importância dos cristãos “mudarem de vida”, olhando para a cruz, “não como objeto de decoração”, “não como um adorno qualquer, mas como sinal do amor de Deus e de Amor até ao fim”, o único que nos leva à vida eterna.

A missão de um padre na sua paróquia, explicou, é “carregar a cruz de Jesus Cristo cruxificado”. Se quisermos, é “ser presença da cruz de Jesus Cristo” e como “Ele ama a cada um de nós”. Essa, disse, é a missão do Pe. Hugo e de todos os outros: ajudar as comunidades a “olhar para Cristo com fé, como vosso salvador”. 

Entretanto no domingo, 15 de setembro, o Pe. Fábio Ferreira tomou posse da Paróquia da Visitação na missa das 10 horas e da Paróquia da Graça e na missa das 12 horas. Nestas celebrações, presididas pelo vigário geral, foi também apresentado à comunidade o vigário paroquial, o Pe. André Pinheiro, ordenado no passado dia 27 de julho de 2019.