“Baía do Funchal” sorteado para levar imagem da Senhora da Piedade

D.R.

O atuneiro ‘Baía do Funchal’ foi o selecionado para transportar a imagem de Nossa Senhora da Piedade nas duas procissões marítimas, que terão lugar nos próximos dias 14 e 15 de setembro, respetivamente.

O sorteio da embarcação decorreu no passado domingo, dia 1, e o nome da embarcação felizarda foi sorteado de entre todas aquelas que vão marcar presença nesta que é a principal festa da paróquia do Caniçal.

No sábado o ‘Baía do Funchal’, cujo mestre é o sr. Eusébio, irá até ao pequeno cais de acostagem da Quinta do Lorde. A imagem descerá em ombros desde a pequenina capela no cimo da encosta até ao cais. Uma vez ‘embarcada’, a imagem é trazida até à zona de acostagem da vila do Caniçal, seguindo em procissão até à igreja. No domingo, dia da grande festa, que este ano será presidida pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás, será feito o percurso inverso.

Estas procissões são sempre um dos momentos mais altos desta celebração, cuja Eucaristia está agendada para as 13 horas de dia 15, contando sempre com grande afluência de pessoas e de embarcações, o que demonstra  bem a fé e devoção na Senhora da Piedade.

Dos inícios desta festividade não existem registos, sabe-se apenas que ela se celebra desde tempos que se perdem na memória dos mais velhos e dos seus antepassados.

A devoção, essa, diz-se que está associada à proteção da Mãe de Deus a um grupo de pescadores “atingidos por forte tempestade”. Vendo-se em perigo no alto mar, prometeu a Nossa Senhora da Piedade que, se os salvasse, mandariam construir uma capela em sua homenagem no primeiro monte que avistassem, e celebrariam todos os anos uma festa de ação de graças.O Monte Gordo foi o primeiro a ser visto, ali lhe erguendo os pescadores uma pequena ermida em cumprimento da promessa feita.

Supõe-se que a festa terá começado a partir da romagem à capela, tradição que se mantém no terceiro fim de semana de setembro, com a vila a servir de pano de fundo à festa religiosa, mas também ao arraial profano, que leva até à freguesia centenas de visitantes vindos de toda a ilha, mas também muitos estrangeiros.